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Quero menos pessoas do tipo vodca em minha vida. Menos quem acaba antes mesmo da hora, quem vai embora antes mesmo da partida. Menos quem embriaga e deixa a gente voltar sozinho, ou seguir sozinho. Certo que seguimos os nossos caminhos e não precisamos de ninguém pra isso, mas eu quero mesmo é menos desejo, menos promessas e mais matança de cede. Eu quero mesmo gente do tipo água. Que quando desce faz faxina. Que quando entra sacia. Que quando fica, afasta o calor do inferno que ficou outro dia. Gente que chega e faz as coisas florescerem. Quero mais quem passa e deixa a marquinha molhada, que refresca os momentos mais secos, que espanta o calor da agonia, que alivia o rachado do peito e desata o nó da garganta. Quero mais quem mata a sede da saudade. - Garçom suspenda a vodca! Uma água, por favor!
Por Iandê AlbuquerqueQuando você tenta o seu melhor, mas não tem sucesso. Quando você consegue o que quer, mas não o que precisa. Quando você se sente cansado, mas não consegue dormir. Quando você perde algo que não pode substituir. Quando você ama alguém, mas é desperdiçado. Pode ser pior? (Fix you)
Por ColdplayEzequiel, EZ, 6:8, - Mas deixarei um resto, porque alguns de vocês escaparão da espada entre as nações, quando forem espalhados por outras terras.
Por Ezequiel, Antigo TestamentoEzequiel, EZ, 37:20, - Os pedaços de madeira em que você escreveu devem ficar na sua mão, para que o povo os veja.
Por Ezequiel, Antigo TestamentoPois é, ficou ruim, não vou mais segurar Toquei o meu clarim e atrás não vou voltar Você foi mexer com cobra, ninguém me dobra Só se eu deixar, isso nem pensar Você já pisou meu calo, e cantar de galo não vai cantar
Por Chico Pinheiro (compositor)I Samuel, 1SM, 1:21, Elcana, seu marido, foi com toda a sua casa para oferecer ao Senhor o sacrifício anual e para cumprir o seu voto.
Por I Samuel, Antigo TestamentoInstruções para dar corda ao relógio Lá no fundo está a morte, mas não tenha medo. Segure o relógio com uma mão, pegue com dois dedos o pino da corda, puxe-o suavemente. Agora abre-se outro prazo, as árvores soltam suas folhas, os barcos correm regata, o tempo como um leque vai-se enchendo de si mesmo e dele brotam o ar, as brisas da terra, a sombra de uma mulher, o perfume do pão. Que mais quer, que mais quer? Amarre-o depressa ao seu pulso, deixe-o bater em liberdade, imite-o anelante. O medo enferruja as âncoras, cada coisa que pôde ser alcançada e foi esquecida começa a corroer as veias do relógio, gangrenando o frio sangue de seus pequenos rubis. E lá no fundo está a morte se não corremos, e chegamos antes e compreendemos que já não tem importância.
Por Julio Cortázar