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E na verdade eu nem sei o que eu estou fazendo Eu sou apenas um cidadão no meu próprio tempo
Você e eu passamos Por cruéis provações Cheias de consequências Cheias de ilusões E emprega-se o enunciado Da relatividade entre nós Cada um com a cara fria do silêncio Em notáveis atuações
Só precisa de um momento Pra sair de dentro do apartamento Ganhar uma cicatriz no rosto Conhecer alguém que lhe dê gosto Podia ser como as pedras E assim como as pedras Saber esperar Ou podia ser como os rios Que por sua vez sabem A hora de passar
Já acorda todo dia de manhã Subordinando sua vida ao seu afã Sua vontade própria se ruiu Tudo o que consome lhe consumiu Não vive mais pra se sustentar Tem vivido só pra trabalhar Mas deixando a vida pra depois Sua mente e seu ego Se partiram em dois