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Quando tento reconstituir essas histórias para dormir que meu pai me contou anos atrás, percebo que, muito além de suas tramas fascinantes, elas pretendiam me ensinar alguma coisa. Algo sobre a necessidade humana quase desesperadora de encontrar o bem nos lugares menos prováveis. Algo sobre o desejo não de embelezar a realidade, mas de insistir na busca por um ângulo que coloque a feiura em uma luz melhor e crie afeto e empatia por cada verruga e ruga em sua cara marcada.
Talvez no esquema geral das coisas ele não pudesse encontrar nenhum sentido na vida, mas, em uma escala menor, estava tudo bem. Nem sempre, mas na maior parte do tempo.
Os ataques sempre são iguais. O que de original se pode dizer sobre uma explosão e a morte insensata?
Se você quer aprender a ser feliz, primeiro precisa saber o que é tristeza.
Tenho estratégias para vencer o vazio. Eu ouço música por incontáveis horas. A música preenche não só a mim, mas também o espaço ao meu redor. A música, como aprendi, é um elixir que se infiltra em todos os seus membros.