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I Samuel, 1SM, 18:15, Vendo que Davi tinha êxito, Saul ficou com medo dele.
Por I Samuel, Antigo TestamentoBendita noite Hora de soltar a raiva que tu sente desse pobre mundo Que ama ver desgraça alheia apaixonada pelo próprio orgulho Que pisa em cacos, alma fraca pra chegar no topo absoluto Que faz dos outros seu escudo Ave expurgo Purifique todos, limpe pragas desse maldito mundo Bendito seja aquilo que não tenha medo de soltar seu próprio surto Banhe-se do ódio, faça do seu cúmulo o abismo absoluto Ave expurgo Maldita noite Boa pra alimentar demônios que no dia passa fome Se o gato mata rato pra se divertir, por que tu se esconde Leões perdem a majestade quando as hienas vem cercando aos montes E o consome Malditos somos Mentimos, fingimos, pisamos em todos aceite todos somos frios Seguimos caminhos que levam o que eu quero não o que eu necessito Pensamentos de Maquiavel, se quer comandar então seja temido Um brinde ao nosso egoísmo!
Por KamaitachiSalmos, SL, 69:20, As afrontas partiram o meu coração, e desfaleci. Esperei por piedade, mas foi em vão. Esperei por consoladores, mas não apareceu ninguém.
Por Salmos, Antigo TestamentoO xadrez é um jogo de Édipos, porque consiste em matar o rei e seduzir a rainha.
Por Eva García Sáenz de UrturiA Extraordinária Aventura vivida por Vladimir Maiakóvski no Verão na Datcha A tarde ardia em cem sóis O verão rolava em julho. O calor se enrolava no ar e nos lençóis da datcha onde eu estava, Na colina de Púchkino, corcunda, o monte Akula, e ao pé do monte a aldeia enruga a casca dos telhados. E atrás da aldeia, um buraco e no buraco, todo dia, o mesmo ato: o sol descia lento e exato E de manhã outra vez por toda a parte lá estava o sol escarlate. Dia após dia isto começou a irritar-me terrivelmente. Um dia me enfureço a tal ponto que, de pavor, tudo empalidece. E grito ao sol, de pronto: ¿Desce! Chega de vadiar nessa fornalha! E grito ao sol: ¿Parasita! Você aí, a flanar pelos ares, e eu aqui, cheio de tinta, com a cara nos cartazes! E grito ao sol: ¿Espere! Ouça, topete de ouro, e se em lugar desse ocaso de paxá você baixar em casa para um chá? Que mosca me mordeu! É o meu fim! Para mim sem perder tempo o sol alargando os raios-passos avança pelo campo. Não quero mostra medo. Recuo para o quarto. Seus olhos brilham no jardim. Avançam mais. Pelas janelas, pelas portas, pelas frestas a massa solar vem abaixo e invade a minha casa. Recobrando o fôlego, me diz o sol com a voz de baixo: ¿Pela primeira vez recolho o fogo, desde que o mundo foi criado. Você me chamou? Apanhe o chá, pegue a compota, poeta! Lágrimas na ponta dos olhos - o calor me fazia desvairar, eu lhe mostro o samovar: ¿Pois bem, sente-se, astro! Quem me mandou berrar ao sol insolências sem conta? Contrafeito me sento numa ponta do banco e espero a conta com um frio no peito. Mas uma estranha claridade fluía sobre o quarto e esquecendo os cuidados começo pouco a pouco a palestrar com o astro. Falo disso e daquilo, como me cansa a Rosta², etc. E o sol: ¿Está certo, mas não se desgoste, não pinte as coisas tão pretas. E eu? Você pensa que brilhar é fácil? Prove, pra ver! Mas quando se começa é preciso prosseguir e a gente vai e brilha pra valer!¿ Conversamos até a noite ou até o que, antes, eram trevas. Como falar, ali, de sombras? Ficamos íntimos, os dois. Logo, com desassombro estou batendo no seu ombro. E o sol, por fim: ¿Somos amigos pra sempre, eu de você, você de mim. Vamos, poeta, cantar, luzir no lixo cinza do universo. Eu verterei o meu sol e você o seu com seus versos. ¿O muro das sombras, prisão das trevas, desaba sob o obus dos nossos sóis de duas bocas. Confusão de poesia e luz, chamas por toda a parte. Se o sol se cansa e a noite lenta quer ir pra cama, marmota sonolenta, eu, de repente, inflamo a minha flama e o dia fulge novamente. Brilhar para sempre, brilhar como um farol, brilhar com brilho eterno, Gente é pra brilhar que tudo o mais vá prá o inferno, este é o meu slogan e o do sol.
Por Vladimir MaiakóvskiLer era uma alegria, uma fuga que precisava desesperadamente - eu não estava lendo para aprender, eu estava lendo para ler.
Por Christian BaumanAtos, AT, 2:45, Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.
Por Atos, Novo Testamento