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Quando te vi passar fiquei paralisado Tremi até o chão como um terremoto no Japão Um vento, um tufão Uma batedeira sem botão Foi assim, viu Me vi na sua mão
Por Dois é ParLevítico, LV, 26:5, A debulha dos grãos se estenderá até o tempo da vindima das uvas, e a vindima se estenderá até o tempo da sementeira. Vocês comerão o seu pão à vontade e habitarão em segurança na sua terra.
Por Levítico, Antigo TestamentoAs leis morais são as regras de um jogo no qual todos fazem batota, e isto desde que o mundo é mundo.
Por Jean CocteauJoão, JO, 14:11, <J>Creiam que eu estou no Pai e que o Pai está em mim; creiam ao menos por causa das mesmas obras.</J>
Por João, Novo TestamentoNo momento em que escolhemos amar, começamos a nos mover contra a dominação, contra a opressão. No momento em que escolhemos amar, começamos a nos mover em direção à liberdade, a agir de formas que libertam a nós e aos outros.
Por bell hooksObedeça ao seu coração! Mas faça isso de verdade, sem meias palavras ou meias atitudes, porque obedecer parcialmente é desobedecer. (Trecho do livro O que realmente importa?)
Por Anderson CavalcanteVAGA-LUMES Em uma cidade antiga, muito antiga, de quatro ou cinco casas antigas, muito antigas, ela resolveu fugir da cama. Esperou anoitecer, até as paredes dormirem para sair. Correu como quem ama. Se soubesse para onde ia, não seria ela. Simplesmente foi, porque a vontade de sentir o vento frio no rosto, a consumia feito vela. O chão de pedra gelada nos pés sem sapatos. Nos olhos, o escuro. Tinha alguma coisa naquela noite que a chamava pela janela e ela foi. Por cima do muro. Se não tivesse ido, não seria ela. Se não tivesse ido, seria morta. Foi correndo pelo escuro sem saber aonde dava a viela, E a estrada torta. Tão escuro era, que esquecia como era a luz. Corria, corria, corria e, de repente, esqueceu o que era o dia. Percebeu aos poucos que a viela era tomada por vaga lumes. Dezenas, centenas deles. Não eram capazes de alumiar a noite em dia com seu brilho raro. Mas a fez lembrar, Como era o claro. E saber por que, afinal, fugiu da cama. É que a cidade não entendia, a agonia de quem Ama. E da noite faz cantiga. É que dizem que o Amor é coisa antiga, Muito antiga.
Por Clarice Freire