Veja outros textos inspiradores!

Fala pra ele o que nunca falou pra ninguém.

Por Cícero Rosa Lins

Efésios, EF, 5:17, Por esta razão, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor.

Por Efésios, Novo Testamento

Lucas, LC, 18:12, <J>Jejuo duas vezes por semana</J> <J>e dou o dízimo</J> <J>de tudo o que ganho.`</J>

Por Lucas, Novo Testamento

Levítico, LV, 12:3, E, no oitavo dia, o menino será circuncidado.

Por Levítico, Antigo Testamento

Sucesso é o impulso com que você pula depois que bateu no fundo.

Por George S. Patton

De todas as coisas humanas, a única que tem o seu fim em si mesma é a arte.

Por Machado de Assis

A saudade é a memória do coração.

Por Coelho Neto

⁠A paz sem justiça é falha, vazia em seu âmago. É a paz proporcionada pela tirania.

Por Charles Soule

Números, NM, 18:23, Mas os levitas farão o serviço da tenda do encontro e responderão por suas faltas; este é um estatuto perpétuo para todas as suas gerações. E os levitas não terão nenhuma herança no meio dos filhos de Israel.

Por Números, Antigo Testamento

Não Vou Mais Lavar os Pratos Não vou mais lavar os pratos. Nem vou limpar a poeira dos móveis. Sinto muito. Comecei a ler. Abri outro dia um livro e uma semana depois decidi. Não levo mais o lixo para a lixeira. Nem arrumo a bagunça das folhas que caem no quintal. Sinto muito. Depois de ler percebi a estética dos pratos, a estética dos traços, a ética, A estática. Olho minhas mãos quando mudam a página dos livros, mãos bem mais macias que antes e sinto que posso começar a ser a todo instante. Sinto. Qualquer coisa. Não vou mais lavar. Nem levar. Seus tapetes para lavar a seco. Tenho os olhos rasos d’água. Sinto muito. Agora que comecei a ler quero entender. O porquê, por quê? e o porquê. Existem coisas. Eu li, e li, e li. Eu até sorri. E deixei o feijão queimar... Olha que feijão sempre demora para ficar pronto. Considere que os tempos são outros... Ah, esqueci de dizer. Não vou mais. Resolvi ficar um tempo comigo. Resolvi ler sobre o que se passa conosco. Você nem me espere. Você nem me chame. Não vou. De tudo o que jamais li, de tudo o que jamais entendi, você foi o que passou Passou do limite, passou da medida, passou do alfabeto. Desalfabetizou. Não vou mais lavar as coisas e encobrir a verdadeira sujeira. Nem limpar a poeira e espalhar o pó daqui para lá e de lá pra cá. Desinfetarei minhas mãos e não tocarei suas partes móveis. Não tocarei no álcool. Depois de tantos anos alfabetizada, aprendi a ler. Depois de tanto tempo juntos, aprendi a separar meu tênis do seu sapato, minha gaveta das suas gravatas, meu perfume do seu cheiro. Minha tela da sua moldura. Sendo assim, não lavo mais nada, e olho a sujeira no fundo do copo. Sempre chega o momento de sacudir, de investir, de traduzir. Não lavo mais pratos. Li a assinatura da minha lei áurea escrita em negro maiúsculo, em letras tamanho 18, espaço duplo. Aboli. Não lavo mais os pratos Quero travessas de prata, Cozinha de luxo, e joias de ouro. Legítimas. Está decretada a lei áurea.

Por Cristiane Sobral