Mais frases de poeta do cerrado - Luciano Spagnol!

⁠CERRADO [...]este cerrado versado, místico, torto, encantado... Que o canto, tanto, infunda o poetar... Onde todo dia tem um fim, mas todo final é um recomeçar... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado março de 2025 - Araguari, MG

Por poeta do cerrado - Luciano Spagnol

⁠SONETO JUNINO Terreiro ornado, junho desponta Tem bandeira, fogueira e rasta pé Canjica, - é bão demais da conta! No pé do ouvido, forró e cafuné Sanfona, quadrilha, muito quentão Busca-pé, moça bonita na janela Caminho da roça cheio de sensação E o casamento caipira na capela Costume que canta e encanta Viva São João! Enraizada fé, como não! Tem terço que os males espanta Junho em soneto junino, oração Santo Antônio, São Pedro, tanta Celebração e poética, trem bão! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 31 maio, 2025, 19’14” – Araguari, MG

Por poeta do cerrado - Luciano Spagnol

⁠Um grande amor Está tudo terminado Agora vai, siga o seu caminho Busque outro, deixa o passado Não volte a me sangrar no espinho Da dor, da desilusão, do rancor Atira seu destino em outros mares Outros olhares Não recues desta batalha Não me dispa desta mortalha Deixe o afeto forrar a minha cama Com a qual a razão me chama Desenhando rabiscos de emoção Pois, existe mais em outra dimensão Quero estar longe deste abismo De ter que encarar o cinismo De ser singular na paixão Quero par na emoção Quero harmonia no coração Desejos na relação Enfim, assertor... De um grande amor! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 14/10/2010, 11’19” - Rio de Janeiro, RJ Laranjeiras

Por poeta do cerrado - Luciano Spagnol

⁠ASCENSÃO (soneto) Não será, contudo, está melancolia este verso plangente, este sussurro modorra aflitiva e o pesar casmurro há de descerrar satisfação na poesia Hei de notar entusiasmo num urro em cada estrofe, cheia de melodia e rimas de felicidade num enxurro alagando o ritmo da lúdica fantasia Hei de atingir ao píncaro da sensação inspirador de cálida paixão, com teor e lá, elevado, um sentido com emoção Em verso maior, e saciado, com ardor e com sedução, e glória, e o coração apaixonado, hei de ascender ao amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28 maio, 2025, 19’02” – Araguari, MG

Por poeta do cerrado - Luciano Spagnol

⁠NOSTALGIA (num dia de chuva) Como a chuva se compõe angustiante Nublada, penosa e tão cheia de teor Que torna o céu de acinzentada cor O fôlego se ausenta por um instante O chão encharcado e tão ressonante Causa na sensação pulsação e temor Na batida da chuva, num tom maior Pingo a pingo, ela, estronda meliante Também, ermo, também, n’alma toca E a emoção relenta e, no peito sufoca Em um versejar que saudade contém Junto, pois, o meu pranto, e a agonia Chove lá fora, respingando na poesia Nostalgia, é chuvarada, nela alguém! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19 janeiro, 2025, 14’08” – Araguari, MG

Por poeta do cerrado - Luciano Spagnol

⁠UM AMOR MAIOR (soneto) Depois que te beijei, depois, nada mais importou notei que senti uma sensação que não tem preço um sentimento, o melhor, que ainda não passou e, palpita na emoção, se tem tanto, não conheço Ternura intensa, viva, velada no abraço espesso em um tom maior, que depois do súbito brotou na fascinação do coração, no mais doce apreço e nesta ventura és o versar poético que te dou Depois que te beijei, depois, tudo é satisfação sem você é saudade, que aperta, tão estreito sentir, que invade a alma em uma louca paixão de te querer, de estar junto a ti, é tão melhor enredado assim, e com tão ardente candura só depois que te beijei, senti um amor maior. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13 abril, 2025, 14’34” – Araguari, MG

Por poeta do cerrado - Luciano Spagnol

⁠COVARDIA (soneto) Se, assim, de novo à minha emoção Tocar, entediante, para o meu amor Hei de revelar-lhe toda a sensação Do coração, sussurrante e com dor Pouco importa se for apenas ilusão Não se faz surdo e cego este rancor Pois bem, dói, não apenas na paixão Nos suspiros, e tão cheios de temor O soneto chora, ai! Sangra, se arruína E, dentro do peito um vazio que arde Fazendo de o amargo poetizar, rotina Sôfrego... Suplicante... e tão aturdido Me vem aquela fragilidade covarde Fazendo o sentimento tão bandido. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13 maio, 2025, 05’06” – Araguari, MG

Por poeta do cerrado - Luciano Spagnol

⁠BEM-VINDO, DEZEMBRO Dezembro, mês que chega Natalino cheio de hino, luzes, cor e esperança mês da aproximação do Deus menino. Dezembro, novos rumos, a lembrança a união, a determinação do destino de genuíno sinal e genuína confiança. Dezembro, ternura e doce emoção superação, de gente como a gente acordando cada sensível sensação. Dezembro, saudade dum ausente presente na gratidão, eterna paixão farra do ano, tão abundantemente. Dezembro, surpresas, incertezas, virão é vida em andamento, presente! Trazendo mais ardor ao coração... Bem-vindo, sorrindo, a compartilhar... Até quando um novo dezembro chegar. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 01 dezembro, 2024, 07’50” – cerrado goiano

Por poeta do cerrado - Luciano Spagnol

⁠APENAS Que eu trove, somente, a minha saudade Como se fosse o suspiro em mais um verso A rima perdida na recordação, no disperso Enfim, a sensação de liberdade e de vontade Que eu liberte uma qualquer imaginação: Olhares meigos e aquela aprazível alegria Inspirada pra você, com a ventura luzidia Inteira, pelos vários sentidos duma emoção Que me tenhas teu, só teu, a todo momento E seja o sentimento, a tua boca o meu alento Ousadia, companhia e tão cheio de fantasia E que, apenas, sinta, sussurre á minha prosa Agrados, emoções, aquela ternura carinhosa Na poética saudosa com porção de nostalgia. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10 dezembro, 2021, 21’04” – Araguari, MG

Por poeta do cerrado - Luciano Spagnol

REZA (soneto) Eu vi a solidão... Escura e fria Que no sentimento a sós ficara E qual o motivo a sorte ignara Não sei, sei que dói na poesia Se mais sentia, mais dor escorria Nos versos com desditosa cara Cheio de sofrer, poetando para Cada pesar, que a saudade trazia O verso fluía e o choro chorava Pudera neste folhetim literário Ter prazer que a dita ignorava Ah! como pudera! Sou sem sentido Nem mesmo as súplicas no rosário Me deu zelo pra que fosse querido. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21 abril, 2025, 17’26” – Araguari, MG *dia da morte do Papa Francisco

Por poeta do cerrado - Luciano Spagnol