Ver outros textos deste Autor...
São nações escravizadas E culturas assassinadas É a voz que ecoa do tambor Chega junto, venha cá Você também pode lutar, ei! E aprender a respeitar Porque o povo preto veio para revolucionar
Escolha pra sua vida, só aquilo que faz bem Nunca mude sua cabeça por nada nem por ninguém Porque afinal de contas, ninguém paga suas contas Nem lhe dar qualquer vintém Então ame, e que ninguém se meta no meio O belo definiu o feio pra se beneficiar Ame e que ninguém se meta no meio Por que amar não é feio, neguinho, o feio é não amar
Eu não compactuo com esse jogo sujo Grito mais alto ainda E denuncio esse mundo imundo A minha voz transcende a minha envergadura Com essa carne fraca Eu sou do tipo carne dura
Não precisa ser Amélia pra ser de verdade Cê tem a liberdade pra ser quem você quiser Seja preta, indígena, trans, nordestina Não se nasce feminina, torna-se mulher