Mais frases de Harvey Fierstein!

"Ser homem é o mínimo que se deve ser e o máximo que se pode ser. Muitos jamais conseguem ser o mínimo por não se dedicarem em sê-lo ao máximo". (Em sua página oficial no Facebook)

Por Clara Dawn

"É por meio da insegurança, trazida por incertezas, que a sabedoria acontece, mas para isso há um encargo: a prática da serenidade. A serenidade é aquela coisa que abala rígidas estruturas quando praticada diariamente". (Em sua página oficial no Facebook)

Por Clara Dawn

Impor um novo sistema de comportamento a si mesmo ajuda-o a escapar da constante confusão mental que você experimenta quando perde a direção. (Em "Uma vida vitoriosa" - Polieditora 2002, Goiânia, Goiás)

Por Clara Dawn

"Você se sente perplexa como uma mosca que levou um tiro de canhão e sobreviveu, todas as manhãs depois de se ter perdido um filho numa morte trágica. Daí você levanta não por estar viva e porque a vida continua, continua... Você levanta e se veste de raiva. A raiva é a mola impulsionadora da coragem. Da coragem necessária para não esperar a dor passar esperando. Você levanta, se veste de raiva e é com raiva que coloca um sorriso na cara e segue, mas não porque a vida continua, não mesmo, mas para debochar dessa anedota sem sentido que é a existência e não entregar os pontos à ela. Vou cultivar essa raiva, esse riso, essa rebeldia, essa resiliência inconteste até o último 'bufar' de minhas narinas. Pois eu sou uma flecha no calcanhar da vida que não cede à inflamação. Resistindo vulnerabilidades do corpo como se um dia não tivesse que curvar-se diante da morte. Esta, quando chegar, há de encontrar-me sóbria porque eu me fiz forte, mas foi por preguiça de ser fraca. É preciso muita coragem para ser covarde. E lidar com a tristeza é árduo demais. É preciso ser covarde para jamais ser covarde. Acovardo-me, pois". (Em sua página oficial no Facebook)

Por Clara Dawn

"O preconceito é como um objeto furta-cor: muda de cor conforme a 'luz'que recebe. O maior problema do preconceito é, quase sempre, porque ele se transforma em discriminação. Ambos: preconceito e discriminação têm origem nas generalizações. A generalização é nosso jeito mais cruel de incitar ódio social, preconceito e discriminação. Não generalize: cada ser é ímpar e unimultiplo".

Por Clara Dawn

Por que não somos felizes? A resposta é simples, mas a solução é complexa. Não somos felizes porque não somos livres. Livres, no sentido integral da palavra 'liberdade'. Tudo o que somos nos foi imposto: o lugar onde nascemos, os nossos pais, o nosso nome, a nossa religião, a nossa cultura, os nossos ideais, as nossas crenças e até os nossos entretenimentos, como o time de futebol que vamos torcer quando crescer. Decidem por nós pelo que devemos chorar, pelo que devemos sorrir (e como sorrir). Incutem em nós que a felicidade está no que se pode conquistar materialmente e ai daqueles que por 'rebeldia' não se encaixam nos moldes desta idiotia. Ora, eu seria feliz se pudesse ir trabalhar de pijama e chinelos. Por que não? Somos, sim, desde crianças autômatos controlados por outrem e, assim, somos servos voluntários de um consumismo cada vez mais capitalista e jamais, jamais dialético. Quando o homem se fez gente, infincou bandeiras e ergueu muros, como se tivesse o direito de fazê-lo por si só numa terra que naturalmente não lhe pertencia. Assim nasceram as fronteiras, as novas línguas, novas culturas e metodologias de existir... No entanto, todos os esses 'novos' mundos foram consolidados, e ainda são, sobre um sistema regido pela vaidade, pela sofisma, pela ganância, pelo bem supremo de uma minoria em detrimento de uma maioria: os trabalhadores, os que produzem toda a riqueza da Terra. Como ser feliz em um mundo de injustiças sociais? Marx responde que é impossível. Como sermos plenamente felizes se não temos liberdade para coisa alguma? Se há muros cheios de placas de advertências indicando que não temos o direito de estar ali. Ora, por que não? Quem deu a esses seres o direito maior de serem donos de um patrimônio naturalmente pertencente a todos? A Terra, camaradas, é nossa. E pessoa alguma, repito, pessoa alguma, tem dela o monopólio legal. A Leis que regulamentam o contrário, por quem foram instituídas? Os livros sagrados que regem que todas as autoridades devem ser obedecidas e que se deve dar a César o que é de César, pensem, por quem e por que isso foi escrito? Ora, não somos felizes e jamais seremos até que tenhamos a consciência de que nossa liberdade integral também é nosso direito e que por isso vamos exercê-la. Livres para viver onde se bem quiser, livres para ter fé no que quiser, livres para amar quem se quiser, livres para ser quem realmente se é... Todos livres, libertos de todo tipo opressão: moral, social, psicológica, econômica, política, étnica, de gênero, de sexualidade. Enfim, livres. Seremos felizes num mundo onde amos não existem, onde as leis são feitas para a equidade universal e os infratores são julgados por conselhos populares e não por juízes corruptíveis. Para que isso aconteça, só mesmo uma revolução socialista. Impossível, você pode pensar. Sim, a revolução é impossível, dizia Trotsky, até que se torne inevitável. E o que mais precisamos sofrer para que todos nós, a maioria, enxergarmos que já tornou-se inevitável?

Por Clara Dawn

Confiar não é ter o conhecimento de tudo que o outro faz. É não precisar tê-lo exatamente por confiar. Quem de verdade ama não subjuga, não impõe presença, não reclama ausência, não prende - antes -incentiva e contempla o voo do ser amado.

Por Clara Dawn

Temos que questionar tudo, sim. As coisas, assim como nos foram apresentadas, devem ser questionadas. Coisa alguma está certa da forma como está. A Terra é dadivosa e tudo que nela há, deveria ser cooperado igualmente. É a realidade de alguns terem tanto, enquanto outros padecem na marginalidade social, que faz deste mundo o inferno da maioria e o paraíso da minoria. Devemos questionar o inferno e nos rebelarmos contra o paraíso.

Por Clara Dawn

Tenho observado: muitas das pessoas que pedem ajuda não suportam a ideia se autoajudarem. Não têm misericórdia de si mesmas. Não têm boa vontade com o seu processo de autocura. É como se estivessem no fundo de um poço aguardando por alguém que lhes jogue uma corda, mas, quando isso acontece, só o fato de terem que laçar a corda em volta de si e darem o sinal para serem puxadas é um esforço doloroso demais para elas. Parece-me que, quando se está no fundo do poço, a pessoa precisa ser salva de si mesma. Jogar a corda não adiantará. É preciso descer onde ela está e só depois de ouvi-la e compreender suas lágrimas, você poderá se agarrar a ela e levá-la para fora - para longe de onde ela estava - para que ela enfim comece a olhar para si mesma fora do poço e comece a acreditar que há uma existência com um sentido real fora do poço.

Por Clara Dawn

O perdão nada tem a ver com absolver um criminoso de seu crime. Tem tudo a ver com se aliviar do fardo de ser uma vítima - deixar de lado a dor e se transformar de vítima a sobrevivente.

Por C.R. Strahan