“O deus Pã não morreu, Cada campo que mostra Aos sorrisos de Apolo Os peitos nus de Ceres — Cedo ou tarde vereis Por lá aparecer O deus Pã, o imortal. Não matou outros deuses O triste deus cristão. Cristo é um deus a mais, Talvez um que faltava. Pã continua a dar Os sons da sua flauta Aos ouvidos de Ceres Recumbente nos campos. Os deuses são os mesmos, Sempre claros e calmos, Cheios de eternidade E desprezo por nós, Trazendo o dia e a noite E as colheitas douradas Sem ser para nos dar O dia e a noite e o trigo Mas por outro e divino Propósito casual.”
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Nota: Poema de Fernando Pessoa (heterônimo Ricardo Reis).
Nota: Poema do livro "Odes de Ricardo Reis", de Fernando Pessoa (heterônimo Ricardo Reis).
Nota: Trecho de poema de Fernando Pessoa (heterônimo Ricardo Reis).
Nota: Trecho de poema de Fernando Pessoa (heterônimo Ricardo Reis).
Nota: Poema do livro "Odes de Ricardo Reis", de Fernando Pessoa (heterônimo Ricardo Reis).
Nota: Poema de Fernando Pessoa (heterônimo Ricardo Reis)