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Por alguns momentos, consigo segurar a respiração e estar lá de volta com você, em um sonho, em mil quartos, em lugar nenhum?
Por Casey McQuistonA mulher é astuta e mentirosa, por ser fraca e oprimida; e a astúcia é a força de quem não é forte.
Por Paolo MantegazzaÉ a emergência que você não presta atenção que pega você desprevenido.
Por Cinco Dias no Hospital Memorial (série)Há, talvez, muitas causas pelas quais vale a pena morrer, mas para mim, certamente, não há nenhuma que justifique matar.
Por Albert DietrichAquele que quebra uma coisa para descobrir o que ela é deixou o caminho da sabedoria.
Por J.R.R. TolkienTudo de melhor que um dia houve entre nós parecia ter se esvaído, as conversas, as risadas, o olhar, a amizade. Rebaixamo-nos à categoria de estranhos. Essa foi a pior parte.
Por Karine AsthNão é nenhuma nação em que vivemos, mas sim uma linguagem. Não se enganem; nossa língua nativa é a nossa pátria
Por Emil CioranTelha de vidro Quando a moça da cidade chegou veio morar na fazenda, na casa velha... Tão velha! Quem fez aquela casa foi o bisavô... Deram-lhe para dormir a camarinha, uma alcova sem luzes, tão escura! mergulhada na tristura de sua treva e de sua única portinha... A moça não disse nada, mas mandou buscar na cidade uma telha de vidro... Queria que ficasse iluminada sua camarinha sem claridade... Agora, o quarto onde ela mora é o quarto mais alegre da fazenda, tão claro que, ao meio dia, aparece uma renda de arabesco de sol nos ladrilhos vermelhos, que - coitados - tão velhos só hoje é que conhecem a luz doa dia... A luz branca e fria também se mete às vezes pelo clarão da telha milagrosa... Ou alguma estrela audaciosa careteia no espelho onde a moça se penteia. Que linda camarinha! Era tão feia! - Você me disse um dia que sua vida era toda escuridão cinzenta, fria, sem um luar, sem um clarão... Por que você na experimenta? A moça foi tão vem sucedida... Ponha uma telha de vidro em sua vida!
Por Rachel de Queiroz