Mais frases de Gilka Machado!

SAUDADE De quem é esta saudade que meus silêncios invade, que de tão longe me vem? De quem é esta saudade, de quem? Aquelas mãos só carícias, Aqueles olhos de apelo, aqueles lábios-desejo... E estes dedos engelhados, e este olhar de vã procura, e esta boca sem um beijo... De quem é esta saudade que sinto quando me vejo? (in Velha poesia, 1965)

Por Gilka Machado

Lembranças Teus retratos — figuras esmaecidas; mostram pouco, muito pouco do que foste. Tuas cartas — palavras em desgaste, dizem menos, muito menos do que outrora me diziam teus silêncios afagantes... Só o espelho da minha memória conserva nítida, imutável a projeção de tua formosura, só nos folhos dos meus sentidos pairam vívidas em relevo as frases que teu carinho soube nelas imprimir. Sou a urna funerária de tua beleza que a saudade embalsamou. Quando chegar o meu instante derradeiro só então, mais do que eu, tu morrerás em mim.⁠

Por Gilka Machado

⁠Ser mulher, desejar outra alma pura e alada para poder, com ela, o infinito transpor, sentir a vida triste, insípida, isolada, buscar um companheiro e encontrar um Senhor... Ser mulher, calcular todo o infinito curto para a larga expansão do desejado surto, no ascenso espiritual aos perfeitos ideais... Ser mulher, e oh! atroz, tantálica tristeza! ficar na vida qual uma águia inerte, presa nos pesados grilhões dos preceitos sociais!

Por Gilka Machado

"Amo o silêncio largo e lento/ porque ele é a voz mais verdadeira,/ é a voz do sentimento."

Por Gilka Machado

Saudades De quem é esta saudade que meus silêncios invade, que de tão longe me vem? (trecho in "Velha poesia", 1965.)

Por Gilka Machado

⁠Do sucesso na subida nunca te orgulhes demais muito difícil na vida é conservar o cartaz

Por Gilka Machado

Almas e borboletas, não fosse a tentação das cousas rasas pairaríamos nos cimos seduzindo do alto, admirando de Longe!...

Por Gilka Machado

⁠Há certas almas como as borboletas, cuja fragilidade de asas não resiste ao mais leve contato, que deixam ficar pedaços pelos dedos que as tocam.

Por Gilka Machado

⁠Do meu coração me espanto! O amor só me deu pesar, como tendo amado tanto tenho ainda amor para dar?!...

Por Gilka Machado

Ser mulher, e, oh! atroz, tantálica tristeza! ficar na vida qual uma águia inerte, presa nos pesados grilhões dos preceitos sociais! (in “Cristais Partidos” 1915.)

Por Gilka Machado