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Êxodo, EX, 23:21, Deem atenção a ele e ouçam o que ele diz. Não se rebelem contra ele, porque não perdoará a transgressão de vocês; pois nele está o meu nome.

Por Êxodo, Antigo Testamento

Tinha a impressão de que toda a sua vida era uma espécie de sonho, e às vezes se perguntava de quem era aquele sonho, e se o dono do sonho estaria se divertindo.

Por Douglas Adams

Salmos, SL, 14:6, Vocês querem frustrar o conselho dos humildes, mas o Senhor é o refúgio deles.

Por Salmos, Antigo Testamento

Jeremias, JR, 3:12, Vá, pois, e proclame estas palavras para o lado do Norte, dizendo: ´Volte, ó rebelde Israel`, diz o Senhor, ´e não farei cair a minha ira sobre você, porque eu sou compassivo`, diz o Senhor, ´e não manterei para sempre a minha ira.

Por Jeremias, Antigo Testamento

Lucas, LC, 15:9, <J>E, quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: ´Alegrem-se comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido.`</J>

Por Lucas, Novo Testamento

Se você ainda não desistiu, é porque você sabe que vale a pena.

Por Coldplay

Celestial, me assombra pela Lua Cada nota é uma agulha O teu corpo é partitura

Por Gabriela Brown

Quando as pessoas são especiais: Elas contribuem para que tudo se torne especial! E assim tudo tem um sabor especial, uma cor diferente. Tendo um jeito de ser que não é comum. O coração, para ser especial, precisa levantar todo dia com um desejo de modificar a si e daí as coisas todas ao seu redor vão tomando outra cor, outro modo de ser. A vida não é um fardo pesado, é um monte de algodão que a gente usa para sentir-se macio e delicado ou para secar as lágrimas que às vezes podem teimar em cair. Ah, meu sorriso, meu modo de ser, minhas atitudes perante a vida. Nada pode ser mais nosso do que uma consciência tranquila, um olhar de carinho, ou fazer aquilo que o coração pede. A vida é a maior escola, a melhor terapia. O amigo que te ensina todo o tempo. A vida é um dom, uma dádiva, um desejo de querer sempre que a alegria seja eterna e a paz se esparrame pelos véus da alma.

Por Blandinne

Como os dedos que rasgaram o papel do presente. Como o ausente dos vários segredos que não revelaram. Como o café que repousa na mesa e será bebido. Como o livro lido duas, três vezes até ser amada a sua beleza. Como quando entrei em você pela primeira vez e entendi. Como, por uma besteira, não sei, minha vó chora e depois ri. Como os dias em que Vivo e não quando estou morto e respirando feito verme. Como a tua mão procurou ver-me no escuro de mim e do quarto: como quando um coração faz um Uivo.

Por Ederval Fernandes

Sete. Sinônimo de azar? Praia. Um ótimo lugar pra fazer novas amizades, conversar com pessoas bacanas, pegar um corzinha. Um ótimo lugar pra quem quer perder a esposa. Ainda mais se for com o melhor amigo da família. Foi o que aconteceu comigo em sete de julho de mil novecentos e setenta e sete. Uma data inesquecível para quem perdeu o grande amor da vida. É muito difícil para eu contar uma história onde o equivocado fui eu, onde o ludibriado fui eu, onde o “corno” fui eu. Eu fui traído pelo meu melhor amigo francês e pela minha linda negra mulher, Verônica e Sthéphan. Uma afro-descendente com um moderno francês. Não combinariam. Era dia de muito calor; estávamos em 1977, era sete de julho, estávamos de férias do trabalho; Sthépan me liga e me propõe um banho de mar em Copacabana, confirmo a presença de minha família ao encontro. Desligo o telefone. Apreço Maria Isabel, minha filha, e minha mulher, Verônica. Pego meu Volvo 76, e saímos em partida ao nosso chalé em Copacabana, chegamos por volta das 13h40. Avistamos Sthépan sentado na cadeira de montar bebendo uma água de coco. Ele nos oferece. Dizemos não. Agradecemos. Pedimos dois guarda-sóis e outras cadeiras. Ele está hospedado no Palace Hotel, que á dois meses foi comprado por meu avô. Sthépan é filho de um grande amigo de meu pai, por isso ele está pagando metade da diária. O sonho de Verônica sempre foi conhecer Paris e andar em um transatlântico. Mas todas as vezes que lhe propunha viajar ela preferia gastar em joias e roupas de grifes, e ela nem sabia o que era isso. Verônica pede para ver as fotos novas que ele tirou em paris durante esses anos. Então ele pede para que ela o acompanhe até o Hotel, pede para que eu e minha filha olhemos as coisas, para que eles fossem ver as fotos. Concordamos. E eles se foram. Sthépan sempre ficou admirado com a beleza de minha esposa, pois ele nunca tinha visto uma negra tão linda como Verônica. Em mil novecentos e cinqüenta quando eu me noivei com Verônica, ele morava aqui no Brasil. Sempre nos finais de semanas íamos à praia. E eu percebia como ele olhava para o grande busto de minha mulher, ficava impressionado com o tamanho de seus seios, ficava bobo de ver que aqueles grandes pomos eram “frutos” de uma pele negra. Ele adorava vê-los. Verônica sabia disso. Eu ainda não. Também já estava desconfiado de como ele não se casava de segui-la, sempre que ela ia para o nosso chalé preparar alguma coisa para comermos na praia ele ia atrás. Podia ser uma urgência urinária, um reforço na bebida, não importava o que fosse tudo era pretexto para ele se engraçar com ela. Aposto que o caso começou daí, ela farta das pobres cantadas dele, não se importou de lhe abrir a blusa e lhe conceder alguns momentos de prazer em minha casa - que ficava ao lado do Hotel de meu avô. – E pronto. Não custou tanto assim satisfazer aquele grande homem, meio sem-vergonha, mais algumas vezes. E daí não teria o porquê de recusar visitas intimas na casa dele. Não sei se felizmente ou infelizmente nunca peguei os dois se deleitando. Revirando o baú da memória, enquanto Maria Isabel se banhava nas águas salgadas de Copacabana me lembrei de tudo isso e me perguntei se eles depois de tantos anos poderiam ainda me trair. Se dependesse daquele crápula com certeza sim. Mil vezes sim. Não esperei nem mais um segundo. Atravessei a Avenida Copacabana sem olhar para os lados. Cheguei às portas do hotel, subi as escadas. Todas as 264 escadas em poucos minutos. Nem um empregado ousou a me parar, estava disposto a atropelar qualquer um que tivesse tamanha estupidez. O pouco tempo que levei para subir a escadaria fiquei pensando no que os dois estariam fazendo. E se não fosse nada daquilo que imaginei? E se fosse somente alucinações? E se os dois apenas estivessem vendo fotos de Paris? Mas para saber era preciso ir até lá. Pagar esse preço que talvez seja o mais alto que temos que pagar na vida. Subi. Cheguei. Esmurrei a porta. Berrei: POLÍCIA. Ele abriu. Vi Verônica se escondendo atrás do lençol. O que não adiantou. Reconheceria aqueles pés tamanhos 33 com as solas encardidas de areia e sal em qualquer lugar. Com um safanão arranquei o lençol que ela estava embrulhada. Simultaneamente Sthépan me chamou de covarde tipo selvagem. Iria lhe responder rispidamente, mas nem isso ele merecia. E Verônica só sabia chorar. Eu a agarrei e a levantei pelos cabelos. Arrastei-a pelas escadas, humilhei-a perante os porteiros, faxineiros, recepcionistas do hotel. Bati-lhe entre os bêbados das ruas e avenidas. E com isso ela veio ao falecimento, e eu ao sabor da vitória de que uma vez na vida fiz o que achei conveniente. Condenado a prisão eu fui. Depois eu nunca mais vi Sthépan, o fim dele certamente foi a morte por uma baiana infeliz.

Por Carlos Drummond de Andrade