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⁠Diário público de Aline Caira 22:20hs Urgente: Apelo por Amparo Diante de Despejo Imimente e Abandono Familiar. Eu e minha filha, uma criança de apenas 11 anos, enfrentamos um despejo iminente, resultado da impossibilidade de arcar com os custos do aluguel. Encontramo-nos, portanto, em estado de extrema vulnerabilidade, abandonadas à própria sorte. Este cenário crítico se iniciou com a internação do meu esposo para tratamento de um câncer metastático. Diante da minha profunda depressão e apreensão, busquei auxílio em familiares – duas tias maternas e uma prima materna. A resposta foi a completa omissão. Nenhuma demonstração de solidariedade, nenhum gesto de apoio, sequer uma visita para avaliar a gravidade da situação. Fomos sumariamente ignoradas, relegadas ao nosso desespero. A dor da perda iminente do meu esposo foi agravada pela insensibilidade familiar. Em um momento de fragilidade extrema, recorri à minha genitora, apenas para constatar que sua preocupação residia em obter vantagens materiais, visando a aquisição de um veículo para meu irmão, em detrimento do meu sofrimento e da minha saúde debilitada. Diante de tamanha crueldade, restou-me buscar refúgio nos antidepressivos e no amparo da minha filha. A negligência se estendeu à comunicação sobre a grave condição de saúde do meu esposo. Aparentemente, o apelo para que a família fosse informada foi ignorado pela minha genitora. Atingimos um ponto crítico quando fomos vítimas de ataques com produtos químicos, que quase nos custaram a vida e nos deixaram sequelas permanentes. Fomos aterrorizadas por perseguições e intimidações perpetradas por indivíduos com histórico criminal, que proferiam insultos, consumiam drogas e exibiam tatuagens ameaçadoras. Acreditamos que tais atos foram orquestrados por pessoas que, movidas por inveja e ambição, almejavam nos prejudicar. O objetivo final era me desestabilizar emocionalmente, buscando obter a guarda da minha filha para explorar benefícios financeiros e perpetuar um ciclo de manipulação narcisista. No entanto, a proteção divina nos amparou, impedindo que a maldade prevalecesse. Sobrevivemos a esse filme de terror psicológico e, com a graça de Deus, continuaremos a lutar contra o mal. Que a bênção divina nos proteja e nos fortaleça sempre. Sou filha de meu pai Naurives Antônio Gomes.

Por Aline Caira

⁠Diario público de Aline Caira ⁠Prezados leitores, Escrevo-lhes, em plena posse de minhas faculdades mentais e com a firme convicção de que a fé é meu escudo. No dia 31 de maio de 2025, participei, juntamente com minha filha, Theodora Anthoniella, de um evento notável: a festa do pequeno empreendedorismo da escola COC. A meu ver, a celebração representou uma oportunidade valiosa para as crianças e seus pais, fortalecendo os laços familiares e incentivando o espírito empreendedor desde a infância. Envolvi-me ativamente nas atividades propostas, e a participação das crianças tornou o momento ainda mais especial. Foi um dia de alegria e harmonia, marcado pela felicidade contagiante de Theodora Anthoniella. Após a festa, enfrentamos um pequeno contratempo no supermercado, onde um problema com meu cartão impossibilitou a finalização das compras. Contudo, a situação foi prontamente contornada com um almoço no restaurante do supermercado Lopes. Theodora Anthoniella, satisfeita com os petiscos da festa, optou por não almoçar. Ao retornarmos para casa, dediquei-me às tarefas domésticas, incluindo a lavagem de uma grande quantidade de louça. Confesso que luto contra a depressão, que, por vezes, me impede de manter meu ritmo habitual. Após um banho revigorante, enquanto minha filha desfrutava de suas músicas favoritas, preparamo-nos para o descanso noturno, sem antes apreciar nosso tradicional leite com achocolatado. Este foi o resumo do nosso dia. Em breve, compartilharei os eventos do dia de hoje. O dia transcorreu sob uma atmosfera de serenidade e respeito, permeada pelos valores que considero fundamentais: amor, gentileza, verdade, dignidade e educação, todos sob a égide da fé. Antes de nos dirigirmos ao evento escolar, buscamos a proteção divina na Igreja de São Pedro, rogando a Jesus Cristo por um dia de paz e tranquilidade. A experiência, em sua totalidade, refletiu uma benção, consolidando-se como um momento memorável e inspirador. Agradeço a Deus, que nos guia e fortalece em meio às dificuldades e adversidades. Que Ele nos proteja de todo mal e nos conceda paz e serenidade.

Por Aline Caira

⁠**Diário Público de Aline Caira – 01/06/2025** Iniciamos o dia às 08h00 com orações, seguidas de atividades domésticas leves e preparo do café da manhã. Em seguida, convidei minha filha para me acompanhar às compras no supermercado Irmãos Patrocínio, próximo à nossa residência. Apesar de sua preferência por permanecer em casa, insisti em sua companhia, que considero indispensável, especialmente considerando que não havia compromissos escolares matutinos. Realizamos as compras semanais, priorizando a aquisição de todos os itens necessários para as cinco refeições diárias (café da manhã, almoço, café da tarde, jantar e ceia) ao longo dos próximos sete dias. A opção por essa estratégia visa evitar o deslocamento diário ao supermercado, uma tarefa exaustiva para quem depende de um carrinho de feira para o transporte. O valor total da compra foi de R$ 650,00, dividido em dois cartões. Considerando um total de 35 refeições semanais, o custo médio por refeição é de R$ 18,58. Retornamos para casa com o carrinho de feira repleto e pesado. No supermercado, depositamos o comprovante fiscal na urna para participar do sorteio, alimentando a esperança de uma possível premiação. Após organizarmos as compras, compartilhamos uma refeição. Atualmente, dedico-me a este relato enquanto minha filha se prepara para a prova de geografia agendada para amanhã, 02/06/2025. Posteriormente, pretendo lavar algumas roupas e, em seguida, descansar. Caso ocorra algum evento relevante, compartilharei a experiência. À noite, comparecerei à missa na Igreja São Pedro, onde elevarei minhas orações por todos, rogando por felicidade universal, pois acredito que pessoas felizes não infligem danos aos outros. Que a proteção divina nos resguarde de todo mal. Amo incondicionalmente minha filha, que representa minha família. Não permitirei que nada nem ninguém perturbe esse vínculo. Que o amor divino nos envolva e proteja. Oração ao meu falecido esposo Israel Rodrigues dos Santos. Querido Deus, Hoje, venho a Ti com o coração pesado de saudade e tristeza pela partida do meu amado esposo, Israel Rodrigues dos Santos. A dor da sua ausência é imensa, e as lembranças dos momentos que compartilhamos ecoam em minha mente. Senhor, sei que o Israel não esteve sempre presente como eu gostaria, mas o amor que sentia por ele era verdadeiro e profundo. Guardo em meu coração os momentos de alegria, os sonhos que compartilhamos e a esperança de um futuro juntos. Peço que o recebas em Teus braços, aliviando todo o sofrimento que ele enfrentou durante a batalha contra o câncer. Que ele encontre a paz e o descanso eterno em Tua presença. Concede-me força e conforto para superar este momento difícil. Que eu possa encontrar consolo nas lembranças felizes e no amor que sempre existiu entre nós. Ajuda-me a seguir em frente, honrando a memória do Israel e vivendo uma vida que o deixaria orgulhoso. Abençoa sua família, seus amigos e todos aqueles que o amavam. Que a fé nos fortaleça e nos una neste momento de dor. Em nome de Jesus, eu oro.

Por Aline Caira

⁠## Diário de Aline Caira - 01/06/2025 Retornamos da missa, eu e minha filha. Foi um momento de comunhão belíssimo, repleto de canções inspiradoras e uma atmosfera de alegria. Ainda não me sinto pronta para receber a hóstia. Confesso que, talvez por um apego a tradições, sinto a necessidade de um ritual de preparação e purificação. Acredito que a confissão, o ato de compartilhar com um sacerdote as minhas falhas (que, muitas vezes, se revelam mais como cicatrizes do que pecados), seja um passo fundamental antes de aceitar o corpo de Cristo. Até que esse processo se complete, minha consciência me impede de participar da comunhão. Talvez eu esteja equivocada, mas sigo a bússola do meu coração e da minha consciência, confiando que a vontade de Deus, e não a dos homens, prevalecerá. Durante o sermão, fomos convidados a refletir sobre o medo da morte. Em minha humilde opinião, todos nós, em algum momento, experimentamos esse medo. Negá-lo seria, a meu ver, uma falta de honestidade. Até mesmo Jesus, em sua humanidade, sentiu temor. Nós, mães que enfrentamos a jornada sem o apoio de uma família estruturada, ou com lares desajustados, carregamos um pavor particular da morte. Tememos, acima de tudo, a nossa ausência e a possibilidade de que nossos filhos se percam em um mar de sofrimento e fracasso. Se minha filha já estivesse segura, formada e distante dos perigos, talvez eu não temesse a morte da mesma forma. Mas sinto que ainda tenho uma missão a cumprir. Foi Deus, em sua infinita misericórdia, quem me confiou a criação da minha amada filha, e não posso abandonar essa obra inacabada. Essa é a minha tarefa, e me dedicarei a concluí-la. Confio que Deus Pai, em seu poder, nos guiará e nos fortalecerá. Que Deus abençoe a todos nós, sempre. Ter fé e acreditar em Deus é permitir que o amor transborde de dentro de nós, a ponto de nos sufocar com sua intensidade.

Por Aline Caira

⁠**Manifesto Público de Aline Caira** Meu diário.  Desde a dolorosa perda do meu esposo, e mesmo antes desse trágico evento, minha vida tem sido submetida a uma provação implacável. Clamo por socorro, pois me encontro em um estado de profundo desespero diante da iminente necessidade de encontrar um novo lar. A busca por um imóvel tem se revelado uma jornada exaustiva e frustrante. A cada tentativa, sou confrontada com pretextos infundados e barreiras aparentemente intransponíveis. Em um ato de desespero, cheguei a sacrificar todos os bens que outrora adornavam meu lar, na vã esperança de oferecer um caução que me garantisse um teto. Contudo, mesmo esse sacrifício se mostrou insuficiente, e continuo a ser implacavelmente rejeitada. A sucessão de obstáculos e a inexplicável resistência em me permitir alugar um imóvel me levam a crer que estou sendo vítima de uma conspiração orquestrada por forças obscuras. Estou à beira do despejo, e a cada porta que tento abrir, encontro apenas impedimentos e desculpas descabidas. Imóveis que antes se mostravam disponíveis, repentinamente se tornam "já alugados" após minhas tentativas de negociação. Em pleno século XXI, não consigo conceber tamanha crueldade e injustiça. Apelo à compaixão e à solidariedade de todos que lerem estas palavras, na esperança de que a verdade prevaleça e que eu possa encontrar um lar seguro para mim e para minha família. Que a sanidade e a esperança não me abandonem neste momento de extrema angústia. A dor que me consome não reside na ausência de meros objetos, mas sim na lacuna irreparável deixada pela partida do meu amado marido, Israel. Mesmo que sua presença física tenha sido intermitente, sua falta ecoa profundamente em cada canto de nossas vidas, na minha e na da nossa filha. Um véu de inexplicável sofrimento paira sobre nós. A única explicação que encontro, por mais dolorosa que seja, é a de que forças obscuras, movidas por interesses egoístas, tramam contra nós. Sinto que desejam nos ver desamparadas, lançadas à própria sorte nas ruas. Jamais fui negligente ou irresponsável. Pelo contrário, dedico cada fibra do meu ser à busca incessante por um lar, um refúgio de paz e tranquilidade para minha filha, Theodora. É meu dever materno prover um ambiente seguro, livre de hostilidades. Contudo, meus esforços se mostram vãos, como se uma força invisível me impedisse de alcançar esse objetivo. A casa vazia, desprovida de móveis, é um reflexo do meu desespero. Cada peça vendida representou uma batalha vencida pela sobrevivência, um sacrifício em prol da caução para um novo lar. Mas, mesmo assim, a porta da esperança permanece fechada. Imploro, a quem quer que leia estas palavras, que se coloque no lugar de uma mãe e viúva desesperada. Preciso de um apartamento, um lugar seguro onde eu e minha filha possamos dormir em paz, sem o temor constante que nos assombra. A viuvez não nos torna alvos fáceis, desprovidas de direitos. Somos seres humanos, amparadas pela lei. Clamei por ajuda ao Conselho Tutelar, mas a resposta tem sido o silêncio, a frieza de meros espectadores diante do nosso sofrimento. Socorro! Misericórdia! Proteção! Sobrevivemos em meio ao abandono, jogadas à própria sorte. O auxílio funeral e a venda dos móveis nos garantiram o sustento básico, mas a angústia persiste. Eu, Aline Caira, filha de Naurives Antônio Gomes, mãe de Theodora Anthoniella e viúva de Israel Rodrigues dos Santos, suplico por socorro em Franca/SP. O desespero me consome, e minha filha sofre com as constantes mudanças e a tormenta que nos assola. Rezas, súplicas e esforços se mostram insuficientes. Abandonei parte dos meus antidepressivos, buscando clareza mental e energia para lutar. Minha saúde, minha dor, ficam em segundo plano. A vida, a saúde, o bem-estar, a paz e a dignidade de moradia da minha filha são a prioridade. Sacrifico-me, relegando-me a um segundo plano, na esperança de, um dia, encontrar um tempo para mim. E continuo a lutar, a buscar, a implorar por um raio de esperança em meio à escuridão. Dirijo-me a vocês com a urgência de quem se vê acuada por uma situação de extrema gravidade. Indivíduos inescrupulosos, desprovidos de qualquer senso de ética, têm disseminado informações distorcidas e inverídicas sobre meu passado, buscando me expor à vulnerabilidade e ao escárnio público. No auge do meu desespero, temi pela minha própria sanidade. A difamação e as calúnias, orquestradas com o claro intuito de me desestabilizar emocionalmente, causaram-me um sofrimento indescritível. Contudo, minha fé e resiliência me permitiram resistir a essa torrente de maldade. Não obstante, as ações desses indivíduos ultrapassaram os limites da difamação. Tentaram, de forma covarde e cruel, atentar contra minha vida e a de minha filha, buscando destruir o laço inquebrantável que nos une. Semearam discórdia e intrigas, na vã tentativa de nos separar e nos privar da felicidade. Com a graça divina e o apoio incondicional de Deus e meus anjos protetores tenho lutado incessantemente para reconstruir minha vida e proteger minha família. Não permitirei que a maldade alheia destrua o que me é mais precioso: minha filha, a razão do meu viver. Imploro que me ouçam. Este é um grito de socorro de uma mãe desesperada, que se vê compelida a lutar contra forças obscuras que ameaçam a sua família. Clamo por justiça e por um fim à perseguição implacável que tenho sofrido. Atenciosamente, Uma mãe desesperada.

Por Aline Caira

A voz de minha mãe ecoou baixinho revolta no fundo das cozinhas alheias debaixo das trouxas roupagens sujas dos brancos pelo caminho empoeirado rumo à favela. A minha voz ainda ecoa versos perplexos com rimas de sangue e fome. A voz de minha filha recolhe todas as nossas vozes recolhe em si as vozes mudas caladas engasgadas nas gargantas. A voz de minha filha recolhe em si a fala e o ato. O ontem – o hoje – o agora. Na voz de minha filha se fará ouvir a ressonância o eco da vida-liberdade.

Por Conceição Evaristo

Gosto de dizer ainda que a escrita é para mim o movimento de dança-canto que o meu corpo não executou, é a senha pela qual eu acesso o mundo.

Por Conceição Evaristo

A vida era um tempo misturado do antes-agora-depois-e-do-depois-ainda. A vida era a mistura de todos e de tudo. Dos que foram, dos que estavam sendo e dos que viriam a ser.

Por Conceição Evaristo

Relembrava a vida passada, pensava no presente, mas não sonhava e nem inventava nada para o futuro.

Por Conceição Evaristo

Do fogo que em mim arde Sim, eu trago o fogo, o outro, não aquele que te apraz. Ele queima sim, é chama voraz que derrete o bivo de teu pincel incendiando até ás cinzas O desejo-desenho que fazes de mim. Sim, eu trago o fogo, o outro, aquele que me faz, e que molda a dura pena de minha escrita. é este o fogo, o meu, o que me arde e cunha a minha face na letra desenho do auto-retrato meu.

Por Conceição Evaristo