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Eu rejeitei a noção tradicional de "trabalho de mulher", mas nunca pensei nas minhas ambições juvenis como feministas, propriamente. Eu me revoltei, principalmente, com a apatia e a educação limitada. Eu estava rejeitando um modo de vida que eu achava que prendia todo o mundo.
O rock and roll é sobre desejo, sobre querer alguma coisa melhor. Eu acho que todas as minhas personagens querem alguma coisa melhor. O meu entendimento de sonho do rock and roll é aquele garoto de um lugar isolado ou uma cidade pequena ou um mundo desprivilegiado que conseguiu transcender isso, de alguma maneira.
Um dia eu estava contando os gatos e, distraída, contei a mim mesma.
Eu suponho que o desejo de ir para a cidade ajudou a me tornar ambiciosa, e que o fascinio dos mundos que chegavam pelo rádio também ajudou. Mas os benefícios de ter crescido em uma quinta foram bem maiores, em muitos modos, do que a vida na cidade.