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Lembro, em primeiro plano, tua estatura de planta e recomeço a esculpir-te em miolo de pão, pétala a pétala.
Por dentro era o som dum violino por fora havia um vago marulhar menos que nunca penso no destino e bebo a tua sombra devagar.
Mas não envelhecemos sempre esperançados na juventude eterna que não deixa marcas Estamos marcados desde que nascemos, transviados por onde não há estradas: somente caminhadas sem sair de becos, miragens de desertos nos confins das ilhas Passam por nós os anos e só fica um sulco que se fecha na memória em ferida
Escrevi milhares de versos para esquecer. Amei algumas mulheres para lembrar. Agora já posso dizer o som em carne viva.