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A boa escrita me empolga, e faz a vida valer a pena.
O passado é tudo aquilo que você lembra, imagina que se lembra, se convence que se lembra, ou finge que se lembra.
A linguagem na arte continua sendo uma transação altamente ambígua, uma areia movediça, um trampolim, uma piscina congelada que pode ceder sob você... a qualquer momento.
Eu acho que nós até comunicamos muito bem, no nosso silêncio, no que não é dito, e que o que ocorre é uma evasão contínua, enquanto tentamos desesperadamente manter-nos a nós próprios para nós próprios. A comunicação é muito alarmante. Entrar na vida de outra pessoa é algo assustador. Divulgar aos outros a pobreza que está dentro de nós é uma possibilidade muito assustadora.
Não existem distinções rígidas entre o que é real e o que não é, tampouco entre o que é verdadeiro e o que é falso. Uma coisa não é necessariamente verdadeira ou falsa; ela pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
Às vezes você sente que tem a verdade de um momento nas mãos, então ela escapa pelos seus dedos e se perde.