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Verdades da Profissão de Professor Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho. A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.
Por Paulo FreirePor que tens, por que tens olhos escuros E mãos lânguidas, loucas e sem fim Quem és, que és tu, não eu, e estás em mim Impuro, como o bem que está nos puros? Que paixão fez-te os lábios tão maduros Num rosto como o teu criança assim Quem te criou tão boa para o ruim E tão fatal para os meus versos duros? Fugaz, com que direito tens-me presa A alma que por ti soluça nua E não és Tatiana e nem Teresa: E és tão pouco a mulher que anda na rua Vagabunda, patética, indefesa Ó minha branca e pequenina Lua!
Por Vinicius de MoraesIsaías, IS, 26:20, Meu povo, entrem nos seus quartos e tranquem as portas; escondam-se por um momento, até que passe a ira.
Por Isaías, Antigo TestamentoAntigamente eu sentia que estava no topo do mundo. E, então, um dia, percebi que não parecia mais estar lá. Eu só flutuava dentro dele. E um dia parecia que o mundo estava por cima de mim.
Por As mil partes do meu coração (livro)Sítio O morro está pegando fogo. O ar incômodo, grosso, faz do menor movimento um esforço, como andar sob outra atmosfera, entre panos úmidos, mudos, num caldo sujo de claras em neve. Os carros, no viaduto, engatam sua centopéia: olhos acesos, suor de diesel, ruído motor, desespero surdo. O sol devia estar se pondo, agora – mas como confirmar sua trajetória debaixo desta cúpula de pó, este céu invertido? Olhar o mar não traz nenhum consolo (se ele é um cachorro imenso, trêmulo, vomitando uma espuma de bile, e vem acabar de morrer na nossa porta). Uma penugem antagonista deitou nas folhas dos crisântemos e vai escurecendo, dia a dia, os olhos das margaridas, o coração das rosas. De madrugada, muda na caixa refrigerada, a carga de agulhas cai queimando tímpanos, pálpebras: O menino brincando na varanda. Dizem que ele não percebeu. De que outro modo poderia ainda ter virado o rosto: "Pai! acho que um bicho me mordeu!" assim que a bala varou sua cabeça?
Por Claudia Roquette-Pinto