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- Está tão escuro agora, eu não consigo ver nenhuma luz à minha volta. - É porque a luz está vindo de você. Você não consegue vê-la, mas todo o mundo vê.
Antes de me apaixonar pelas palavras, pelos céus poentes pelos pássaros que cantam - foi por você que me apaixonei primeiro.
Existem coisas das quais sinto saudades e não deveria, e aquelas das quais não sinto mas deveria. Ás vezes queremos o que não podemos - ás vezes amamos quem podemos.
"Você me ama?" - eu perguntei. Na sua hesitação, encontrei minha resposta.
Quando duas almas se apaixonam, não existe nada a não ser o desejo de estar perto do outro. A presença que é sentida na mão dada, na voz escutada, no sorriso que vemos. Almas não têm calendários nem relógios, nem entendem as noções de tempo ou distância. Elas só sabem que parece certo estar uma com a outra. Essa é a razão pela qual sentimos tanto a falta de alguém quando ele não está lá - mesmo se ele estiver no quarto do lado. A sua alma só sente a ausência, não percebe que a separação é temporária.
Acontece assim. Um dia você conhece alguém e, por alguma razão inexplicável, você se sente mais ligado a este estranho do que a qualquer outra pessoa. Mais perto dele do que da sua família mais próxima Talvez essa pessoa carregue dentro de si um anjo - alguém enviado para você por algum propósito maior, para ensinar-lhe uma lição importante ou para mantê-lo seguro durante uma época perigosa. O que você deve fazer é confiar nele - mesmo se ele vier de mãos dadas com dor ou sofrimento - a razão para sua presença se tornará clara no devido tempo.
Eu não acho que todos os escritores sejam tristes, ela disse. Eu acho que é o contrário: todas as pessoas tristes escrevem.
- Você se lembra da música que estava tocando na noite que nos conhecemos? - Não, mas eu lembro de todas as músicas que escutei desde que você foi embora.
Nos seus olhos, cantava a tristeza de alguém que fora destinado a coisas melhores.
Nós não tivemos final, nem dissemos adeus. Por toda a vida, me perguntarei porquê.