Ver outros textos deste Autor...
O que era sonho se tornou realidade De pouco em pouco A gente foi erguendo o nosso próprio trem Nossa Jerusalém Nosso mundo, nosso carrossel Vai e vem vai E não para nunca mais
De cinza são formadas as tuas nuvens Que embargam os olhos, te impedem de enxergar O brilho amarelo do vestido, Sol de domingo Do teu sorrir e de fazer alguém feliz
O amor pode preencher teu coração Encher a tua vida de palavra e canção
Desfaz do peito essa culpa Que não é tua, não podes carregar Desmonta toda essa armadura
Entardece, dorme o sol Amanhece um farol Lá no porto desembarcam todos os cansados Descarregam todos os fracassos Há um cais seguro pra atracar
Quando te vi passar fiquei paralisado Tremi até o chão como um terremoto no Japão Um vento, um tufão Uma batedeira sem botão Foi assim, viu Me vi na sua mão
Perdi a hora de voltar para o trabalho Voltei pra casa e disse adeus Pra tudo que eu conquistei Mil coisas eu deixei Só pra te falar Largo tudo