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Mais frases e pensamentos de Dilson Funaro

“Nunca admita servir para tapar os buracos da vida de outras pessoas. Não espere que preenchendo os vazios deixados, você terá o lugar merecido. Não se encolha pra caber nos espaços de alguém. Não seja o tapete, não seja a cortina, não seja a vidraça a levar pedradas. Uma pipa dançando em um furacão é isso que são as pessoas que não sabem por que estão ali. Qual a necessidade de fingir ou aceitar um falso afeto? Gentileza gera gentileza, se não recebe em troca não dê e não se arrependa. Ninguém é obrigado a agradar a todos o tempo inteiro. Aquele que só diz sim e concorda com tudo, pode ter a falsidade, a máscara, o medo ou o “tô nem ai”, encobrindo as respostas à maioria das vezes. Não atropele relações, não encurte o tempo, não obrigue momentos, não concorde com tudo, não busque atender sempre as expectativas, pois é maior a probabilidade de frustração. Nenhuma pessoa é forçada a amar o que não se ama, a suportar o que a faz chorar, percorrer caminhos errados, estar onde não é desejado, sorrir ou ser simpático. Não se sacrifique por quem espera seu sacrifício acontecer, para lhe dar “tchau”. Dê o adeus primeiro e siga em frente, com orgulho. De bem consigo mesma. Precisamos, e isso é uma regra, valer muito mais para nós mesmos, sempre. É gratuito se amar!”

Nota: Trecho de "Monólogo de uma Sombra": Link

“Soneto Ao meu primeiro filho nascido morto com 7 meses incompletos. 2 fevereiro 1911. Agregado infeliz de sangue e cal, Fruto rubro de carne agonizante, Filho da grande força fecundante De minha brônzea trama neuronial, Que poder embriológico fatal Destruiu, com a sinergia de um gigante, Em tua morfogênese de infante, A minha morfogênese ancestral?! Porção de minha plásmica substância, Em que lugar irás passar a infância, Tragicamente anônimo, a feder?!... Ah! Possas tu dormir, feto esquecido, Panteísticamente dissolvido Na noumenalidade do NÃO SER!”