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Isaías, IS, 66:9, Será que eu faria vir as dores de parto, sem fazer com que o filho nasça?` - diz o Senhor. ´Será que eu, que faço nascer, fecharia o ventre da mãe?` - diz o seu Deus, ó Sião.

Por Isaías, Antigo Testamento

⁠- Eu levaria anos para chegar onde quero ir sem eles. - Chegar onde? - Lá em cima. O mais alto que eu posso. - Até o céu, certo? - Até o céu.

Por Até o Céu

Eu sou boa, eu fui boa! E o mundo cuspiu na minha cara!

Por La Casa de Papel

⁠A vida é uma execução pública de violino, na qual você precisa aprender a tocar o instrumento enquanto segue adiante.

Por E. M. Forster

II Reis, 2RS, 15:4, Apenas os lugares altos não foram tirados, e o povo ainda sacrificava e queimava incenso nesses altos.

Por II Reis, Antigo Testamento

Esse era o problema com as famílias. Como médicos desagradáveis, elas sabiam exatamente onde doía.

Por Arundhati Roy

Salmos, SL, 37:29, Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre.

Por Salmos, Antigo Testamento

Amor igual ao teu Eu nunca mais terei Amor que eu nunca vi igual Que eu nunca mais verei Amor que não se pede Amor que não se mede Que não se repete Amor que não se pede Amor que não se mede Que não se repete Você vai chegar em casa Eu quero abrir a porta Aonde você mora Aonde você foi morar Aonde foi Não quero estar de fora Aonde esta você Eu tive que ir embora Mesmo querendo ficar Agora eu sei Eu sei que eu fui embora Agora eu quero você De volta pra mim

Por Cidade Negra

A perfeição O que me tranquiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta. O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete. Tudo o que existe é de uma grande exatidão. Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível. Apesar da verdade ser exata e clara em si própria, quando chega até nós se torna vaga pois é tecnicamente invisível. O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição.

Por Clarice Lispector

Morte (Hora de Delírio) Pensamento gentil de paz eterna Amiga morte, vem. Tu és o termo De dous fantasmas que a existência formam, — Dessa alma vã e desse corpo enfermo. Pensamento gentil de paz eterna, Amiga morte, vem. Tu és o nada, Tu és a ausência das moções da vida, do prazer que nos custa a dor passada. Pensamento gentil de paz eterna Amiga morte, vem. Tu és apenas A visão mais real das que nos cercam, Que nos extingues as visões terrenas. Nunca temi tua destra, Não vou o vulgo profano; Nunca pensei que teu braço Brande um punhal sobr'humano. Nunca julguei-te em meus sonhos Um esqueleto mirrado; Nunca dei-te, pra voares, Terrível ginete alado. Nunca te dei uma foice Dura, fina e recurvada; Nunca chamei-te inimiga, Ímpia, cruel, ou culpada. Amei-te sempre: — pertencer-te quero Para sempre também, amiga morte. Quero o chão, quero a terra, - esse elemento Que não se sente dos vaivens da sorte. Para tua hecatombe de um segundo Não falta alguém? — Preencha-a comigo: Leva-me à região da paz horrenda, Leva-me ao nada, leva-me contigo. Miríades de vermes lá me esperam Para nascer de meu fermento ainda, Para nutrir-se de meu suco impuro, Talvez me espera uma plantinha linda. Vermes que sobre podridões refervem, Plantinha que a raiz meus ossos fera, Em vós minha alma e sentimento e corpo Irão em partes agregar-se à terra. E depois nada mais. Já não há tempo, nem vida, nem sentir, nem dor, nem gosto. Agora o nada — esse real tão belo Só nas terrenas vísceras deposto. Facho que a morte ao lumiar apaga, Foi essa alma fatal que nos aterra. Consciência, razão, que nos afligem, Deram em nada ao baquear em terra. Única idéia mais real dos homens, Morte feliz — eu quero-te comigo, Leva-me à região da paz horrenda, Leva-me ao nada, leva-me contigo. Também desta vida à campa Não transporto uma saudade. Cerro meus olhos contente Sem um ai de ansiedade. E como um autômato infante Que ainda não sabe mentir, Ao pé da morte querida Hei de insensato sorrir. Por minha face sinistra Meu pranto não correrá. Em meus olhos moribundos Terrores ninguém lerá. Não achei na terra amores Que merecessem os meus. Não tenho um ente no mundo A quem diga o meu - adeus. Não posso da vida à campa Transportar uma saudade. Cerro meus olhos contente Sem um ai de ansiedade. Por isso, ó morte, eu amo-te e não temo: Por isso, ó morte, eu quero-te comigo. Leva-me à região da paz horrenda, Leva-me ao nada, leva-me contigo.

Por Junqueira Freire