A teoria só conhece aquilo que ela faz.
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A conversação já está quase extinta, e em breve também estarão mortos muitos dos que sabiam falar.
“O urbanismo é a tomada do meio ambiente natural e humano pelo capitalismo que, ao desenvolver-se em sua lógica de dominação absoluta, refaz a totalidade do espaço como seu próprio cenário.” - A sociedade do espetáculo.
Como crianças perdidas vivemos nossas aventuras inacabadas.
O espetáculo é o sol que nunca se põe no império da passividade moderna.
O espetáculo se apresenta como uma enorme positividade, indiscutível e inacessível. Não diz nada além de “o que aparece é bom, o que é bom aparece”.
Cada nova mentira da publicidade é também a confissão da mentira anterior.
O segredo generalizado mantém-se por trás do espetáculo, como o complemento decisivo daquilo que mostra e, se formos ao fundo das coisas, como sua mais importante operação.
Considerado de acordo com seus próprios termos, o espetáculo é a afirmação da aparência e a afirmação de toda vida humana — isto é, social — como simples aparência.
Quando se tenta explicar algo, é um engano opor a máfia ao Estado: nunca são rivais.
Aquilo de que o espetáculo deixa de falar durante três dias é como se não existisse. Ele fala então de outra coisa, e é isso que, a partir daí, afinal, existe. As consequências práticas, como se percebe, são imensas.