Veja outros textos inspiradores!

Não quero mais amar a ninguém Não fui feliz, o destino não quis O meu primeiro amor Morreu como a flor Ainda em botão, Deixando espinhos Que dilaceram meu coração

Por Cartola

A vida não tem volta. Sobra o séquito de sombras e uma canção trôpega atravessada no peito: espada, rubra espada cravada de mau jeito. Aqueles rapazes esbeltos ai, estrangularam-se nas gravatas da rotina. Ai, crucificaram-se no lenho das doenças. Aqueles rapazes tão belos não fazem mais acrobacias nem discursos inflamados Arrastam chinelos e redes ruminam silêncio amargo. Um dia fui bela, filha, digo a surpreendê-la. Devo provar com retratos o que tem ar de mentira.

Por Astrid Cabral

⁠"Com o avanço da internet, a necessidade de produção de conteúdo online cresce todos os dias. Logo, quem souber escrever bem encontrará várias oportunidades de negócios na web."

Por Flávio Augusto da Silva

Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; advirta que a franqueza é a primeira virtude de um defunto. Na vida, o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao mundo as revelações que faz à consciência; e o melhor da obrigação é quando, a força de embaçar os outros, embaça-se um homem a si mesmo, porque em tal caso poupa-se o vexame, que é uma sensação penosa e a hipocrisia, que é um vício hediondo. Mas, na morte, que diferença! que desabafo! que liberdade! Como a gente pode sacudir fora a capa, deitar ao fosso as lentejoulas, despregar-se, despintar-se, desafeitar-se, confessar lisamente o que foi e o que deixou de ser! Porque, em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos; não há platéia. O olhar da opinião, esse olhar agudo e judicial, perde a virtude, logo que pisamos o território da morte; não digo que ele se não estenda para cá, e nos não examine e julgue; mas a nós é que não se nos dá do exame nem do julgamento. Senhores vivos, não há nada tão incomensurável como o desdém dos finados.

Por Machado de Assis

[...] Eu lembro, amor. De tudo, cada passo que a gente deu para as diversas direções que já fomos. Lembro das brigas também. Lembro de pensar que o amor é perfeito, que bobeira, o amor é pura imperfeição. Perfeitos só os casais do comercial da Becel (sem sal)... Lembro de já ter ficado triste por te deixar triste. Lembro de me sentir mal com isso. Lembro dos momentos em que a gente foi bobo e feliz. Lembro que sou feliz a maior parte do tempo, pelo simples fato de você existir em mim. Lembro de descobrir que um sentimento não serve para ser dito, como coisa que fica bem em filme ou texto, ele tem que ser vivido de forma plena. Lembro de não conseguir me permitir sentir tanta felicidade assim. Lembro da tua mão, que sempre acha a minha. Lembro dos teus dedos, que sempre me fazem carinho. Lembro da tua boca, que sempre me acalma. Lembro do teu rosto de menino, que me olha como se ainda fosse aquela primeira vez. Lembro de cada coisa que descubro, manias, gestos, pensamentos.

Por Clarissa Corrêa

Necessitando pensar, pensei que é esquisito este costume de viverem os machos apartados das fêmeas. Quando se entendem, quase sempre são levados por motivos que se referem ao sexo. Vem daí talvez a malícia excessiva que há em torno de coisas feitas inocentemente. Dirijo-me a uma senhora, e ela se encolhe e se arrepia toda. Se não se encolhe nem se arrepia, um sujeito que está de fora jura que há safadeza no caso.

Por Graciliano Ramos

O homem não é a soma do que tem, mas a totalidade do que ainda não tem, do que poderia ter.

Por Jean-Paul Sartre

Já sonhamos juntos Semeando as canções no vento Quero ver crescer nossa voz No que falta sonhar

Por Beto Guedes

Jó, JÓ, 26:1, Então Jó respondeu:

Por Jó, Antigo Testamento

Entre os seres humanos, mesmo se intimamente unidos, permanece sempre aberto um abismo que apenas o amor pode superar, e mesmo assim somente como uma passagem de emergência.

Por Hermann Hesse