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Ler é o único ato soberano que nos resta.
É extraordinário como passamos a vida com olhos fechados, ouvidos entorpecidos, pensamentos preguiçosos.
Quando a barbárie triunfa, não é graças à força dos bárbaros, mas à capitulação dos civilizados.
Não se trata de renunciar a quem se é: é aceitar a parte em que nos assemelhamos, o que temos em comum que nos constitui tanto quanto nos diferencia.