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Vacina de ano novo Muitos me desejaram paz e amor em 75. Mas havendo amor, haverá paz? Amor é o contrario radioso dela. É inquietação, agitação, vontade de absorver o objeto amado, temor de perdê-lo, sentimento de não merecê-lo, ânsia de dominá-lo, masoquismo de ser dominado por ele, dor de não o haver conhecido antes, dor de não ocupar seu pensamento 24 horas por dia, e mais dias a pedir ao dia para ocupá-lo, brasa de imaginá-lo menos preso a mim do que eu a ele, desespero de o não guardar no bolso, junto ao coração, ou fisicamente dentro deste, como sangue a circular eternamente e eternamente o mesmo. Amor é isso e mais alguma triste coisa. E a tristeza incurável do tempo não passa fora de nós, passa é dentro e na pele marcada da gente, lembrando que eternidade é ilusão de minutos e o ato de amor deste momento já ficou mergulhado em ter sido. Amor é paz?

Por Carlos Drummond de Andrade

Se não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dê os dois lados de uma questão para resolver; dê-lhe apenas um. Melhor ainda, não lhe dê nenhum. Deixe que ele se esqueça de que há uma coisa como a guerra. Se o governo é ineficiente, despótico e ávido por impostos, melhor que ele seja tudo isso do que as pessoas se preocuparem com isso. Paz, Montag. Promova concursos em que vençam as pessoas que se lembrarem da letra das canções mais populares ou dos nomes das capitais dos estados ou de quanto foi a safra de milho do ano anterior. Encha as pessoas com dados incombustíveis, entupa-as tanto com “fatos” que elas se sintam empanzinadas, mas absolutamente “brilhantes” quanto a informações. Assim, elas imaginarão que estão pensando, terão uma sensação de movimento sem sair do lugar. E ficarão felizes, porque fatos dessa ordem não mudam. Não as coloque em terreno movediço, como filosofia ou sociologia, com que comparar suas experiências. Aí reside a melancolia. Todo homem capaz de desmontar um telão de tevê e montá-lo novamente, e a maioria consegue, hoje em dia está mais feliz do que qualquer homem que tenta usar a régua de cálculo, medir e comparar o universo, que simplesmente não será medido ou comparado sem que o homem se sinta bestial e solitário.

Por Fahrenheit 451

Não é a etnia e nem o governo que precisa mudar, e sim os corações dos brasileiros. ⁠

Por Alefe Yoseph

Mateus, MT, 5:38, <J> - Vocês ouviram o que foi dito: ´Olho por olho, dente por dente.`</J>

Por Mateus, Novo Testamento

Luta-se e morre-se por um ideal. (...) mas não se deixam morrer, matar, assim, animalmente, pelos ideais alheios.

Por Antonieta de Barros

ABISMAL Meus olhos estão olhando De muito longe, de muito longe, Das infinitas distâncias Dos abismos interiores. Meus olhos estão a olhar do extremo longínquo Para você que está diante de mim. Se eu estendesse a mão, tocaria a sua face.

Por Helena Kolody

"Como adultos, nós temos muitas inibições quanto a chorar. Nós sentimos que é uma expressão de fraqueza, ou feminilidade ou infantilidade. A pessoa que tem medo de chorar está com medo do prazer. Isto porque a pessoa que tem medo de chorar se mantém conjuntamente rígida para não chorar; ou seja, a pessoa rígida está tão com medo do prazer quanto está com medo de chorar. Em uma situação de prazer ela vai ficar ansiosa. (…) Sua ansiedade nada mais é do que o conflito entre seu desejo de se soltar e seu medo de se soltar. Este conflito surgirá sempre que o prazer é forte o suficiente para ameaçar a sua rigidez. Desde que a rigidez se desenvolve como um meio para bloquear as sensações dolorosas, a liberação de rigidez ou a restauração da mobilidade natural do corpo vai trazer essas sensações dolorosas à tona. Em algum lugar em seu inconsciente o indivíduo neurótico está ciente de que o prazer pode evocar os fantasmas reprimidas do passado. Pode ser que tal situação seja responsável pelo ditado "Não há prazer sem dor." - Alexander Lowen, A Voz do Corpo -

Por Alexander Lowen

Salmos, SL, 63:4, Assim, eu te bendirei enquanto viver; em teu nome, levanto as mãos.

Por Salmos, Antigo Testamento

Sou um homem com uma regra. Se as pessoas me deixam em paz, eu as deixo em paz. Se elas não me deixam em paz, eu não as deixo em paz.

Por Lee Child

Hoje em dia o teu corpo é lar e eu já não chamo mais de casa. Não me falta abrigo e não importa estação, não importa frio ou fogo, não me importa na-di-nha porque eu sempre fui camaleão de nós dois. Hoje em dia eu te pinto nas telas, naquelas todas do meu quarto, naquelas todas que as pessoas compram de mim sem saber que são sobre você, naquilo tudo que eu retiro do mundo ao qual você me apresentou. E mesmo que eu não goste dos teus óculos modelo aviador, que eu não goste do teu perfume pra dia e prefira o teu cheio próprio de manhã, eu destaquei você nas coisas todas. No meu diário, no meu armário, nos contos e causos que eu crio e desfaço e nem questão de disfarçar eu faço. Sei do teu mundo e me afundo nele cada vez mais tentando chegar ao centro de você.

Por Daniel Bovolento