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Quem foi que disse que a coincidência era a forma de Deus de permanecer anônimo?
Para entender o mundo de fato, às vezes só o que você podia fazer era focar numa pequena parte dele, olhar bem atentamente para o que estava mais à mão e fazê-lo valer pelo todo.
É difícil consertar as coisas. Você nem sempre tem essa chance. Às vezes tudo o que pode fazer é não ser pego.
Amar demais os objetos pode te destruir. Mas, se você ama uma coisa o suficiente, ela ganha vida própria, não ganha? E o objetivo todo das coisas – das coisas belas – não é te conectarem a uma beleza maior?
Quando você ficar com saudade de casa, é só olhar pra cima. Porque a lua é a mesma aonde quer que você vá.
O primeiro dever do romancista é entreter. É um dever moral. As pessoas que leem seus livros estão doentes, tristes, viajando, na sala de espera do hospital enquanto alguém está morrendo. Livros são escritos por solitários para solitários.
E, cada vez mais, vejo-me escolhendo essa recusa em recuar. Pois não ligo pro que dizem ou com que frequência ou sedução – ninguém nunca, jamais, vai conseguir me convencer de que a vida é essa coisa incrível e gratificante. Porque, esta é a verdade: a vida é catástrofe.
Eu tive a epifania de que o riso era luz, e a luz era riso, e que esse era o segredo do universo.
Um grande desgosto, e um que estou apenas começando a entender – não escolhemos nosso próprio coração. Não temos como nos forçar a querer o que é bom para nós ou o que é bom para outras pessoas. Não escolhemos ser as pessoas que somos.
Fique longe das pessoas que você ama demais. Essas são as que vão te matar.