“Soneto XXXVIII Quando a chuva cessava e um vento fino franzia a tarde tímida e lavada, eu saía a brincar, pela calçada, nos meus tempos felizes de menino. Fazia, de papel, toda uma armada, e estendendo meu braço pequenino, eu soltava os barquinhos, sem destino. ao longo das sarjetas, na enxurrada... Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles, que não são barcos de ouro os meus ideais: são de papel, são como aqueles, perfeitamente, exatamente iguais... _Que meus barquinhos, lá se foram eles! Foram-se embora e não voltaram mais!”
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Mais frases e pensamentos de Guilherme de Almeida
“NÓS DOIS Chão humilde. Então, riscou-o a sombra de um vôo. "Sou céu!" disse o chão.”
“Nós dois? - Não me lembro. Quando era que a primavera caía em setembro?”
“Perder uma amor não é tão triste como pensar que havemos de perdê-lo.”
“Leve escorre e agita. A areia. Enfim, na bateia fica uma pepita.”
“E cruzam-se as linhas no fino tear do destino. Tuas mãos nas minhas.”
“Diamante. Vidraça. Arisca, áspera asa risca o ar. E brilha. E passa.”
“INFÂNCIA Um gosto de amora comida com sol. A vida chamava-se "Agora".”
“Por que estás assim, violeta? Que borboleta morreu no jardim?”