“Quando as folhas caírem nos caminhos, ao sentimentalismo do sol poente, nós dois iremos vagarosamente, de braços dados, como dois velhinhos… E que dirá de nós toda essa gente, quando passarmos mudos e juntinhos? - "Como se amaram esses coitadinhos! Como ela vai, como ele vai contente!" E por onde eu passar e tu passares, hão de seguir-nos todos os olhares e debruçar-se as flores nos barrancos… E por nós, na tristeza do sol posto, hão de falar as rugas do meu rosto… Hão de falar os teus cabelos brancos…”
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Mais frases e pensamentos de Guilherme de Almeida
“NÓS DOIS Chão humilde. Então, riscou-o a sombra de um vôo. "Sou céu!" disse o chão.”
“Nós dois? - Não me lembro. Quando era que a primavera caía em setembro?”
“Perder uma amor não é tão triste como pensar que havemos de perdê-lo.”
“Leve escorre e agita. A areia. Enfim, na bateia fica uma pepita.”
“E cruzam-se as linhas no fino tear do destino. Tuas mãos nas minhas.”
“Diamante. Vidraça. Arisca, áspera asa risca o ar. E brilha. E passa.”
“INFÂNCIA Um gosto de amora comida com sol. A vida chamava-se "Agora".”
“Por que estás assim, violeta? Que borboleta morreu no jardim?”