“CIGARRA Diamante. Vidraça. Arisca, áspera asa risca o ar. E brilha. E passa. CHUVA DE PRIMAVERA Vê como se atraem nos fios os pingos frios! E juntam-se. E caem. OUTUBRO Cessou o aguaceiro. Há bolhas novas nas folhas do velho salgueiro. O HAIKAI Lava, escorre, agita A areia. E, enfim, na bateia Fica uma pepita. NOTURNO Na cidade, a lua: a jóia branca que bóia na lama da rua. HORA DE TER SAUDADE Houve aquele tempo... (E agora, que a chuva chora, ouve aquele tempo!) OS ANDAIMES Na gaiola cheia (pedreiros e carpinteiros) o dia gorjeia. QUIRIRI Calor. Nos tapetes tranqüilos da noite, os grilos fincam alfinetes.”
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Mais frases e pensamentos de Guilherme de Almeida
“NÓS DOIS Chão humilde. Então, riscou-o a sombra de um vôo. "Sou céu!" disse o chão.”
“Nós dois? - Não me lembro. Quando era que a primavera caía em setembro?”
“Perder uma amor não é tão triste como pensar que havemos de perdê-lo.”
“Leve escorre e agita. A areia. Enfim, na bateia fica uma pepita.”
“E cruzam-se as linhas no fino tear do destino. Tuas mãos nas minhas.”
“Diamante. Vidraça. Arisca, áspera asa risca o ar. E brilha. E passa.”
“INFÂNCIA Um gosto de amora comida com sol. A vida chamava-se "Agora".”
“Por que estás assim, violeta? Que borboleta morreu no jardim?”