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Alegria Borboletas desaparecem no porão Na sala enorme iluminada flores se expandem em meio a vozes moças alegres Guirlandas de flores, de ar Basta tocar uma delas (é um sonho) para que de cada flor surjam de novo as borboletas a voar seu voo de papel — amarelo
Corpo quantas cidades te percorrem passo a passo antes de entrar nos mil lares que te aguardam é mesmo preciso usar sapatos porque não gastar na pedra uma pele que se lixa longe do tacto dentro do ônibus os dias viajam sentados em meio a ombros colados túneis esgoto bichos sorvetes coxas anúncios uma criança um adulto modelam a cidade na areia longe perto do coração onde uma cabeça gira o mundo correndo na grama a sombra de quantos assistem sentados enquanto das traves pende o corpo de um de todos enforcado enquanto as orelhas ouvem ouvem e não gritam há um fora dentro da gente e fora da gente um dentro demonstrativos pronomes o tempo o mundo as pessoas o olho
Fogo Fátuo Enquanto caminhávamos parei um pouco dentro de mim e me invadiu tua brusca mocidade. Algo em ti pungiu-me: a teu lado, as casas, o ar, o amigo apodreciam e tu, sozinho, ileso pairavas no momento.
Estou em mim Estou no outro Estou na coisa que me vê e me situa Diante de mim Diante do outro Diante da coisa Está a morte