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I Crônicas, 1CR, 6:48, Seus irmãos, os levitas, foram encarregados de todo o serviço do tabernáculo da Casa de Deus.

Por I Crônicas, Antigo Testamento

VIRGEM MORTA Lá bem na extrema da floresta virgem, Onde na praia em flor o mar suspira... Lá onde geme a brisa do crepúsculo E mais poesia o arrebol transpira... Nas horas em que a tarde moribunda As nuvens roxas desmaiando corta, No leito mole da molhada areia Deitem o corpo da beleza morta. Irmã chorosa a suspirar desfolhe No seu dormir da laranjeira as flores, Vistam-na de cetim, e o véu de noiva Lhe desdobrem da face nos palores. Vagueie em torno, de saudosas virgens Errando à noite, a lamentosa turma... E, entre cânticos de amor e de saudade, Junto às ondas do mar a virgem durma. Às brisas da saudade soluçantes Aí, em tarde misteriosa e bela, Entregarei as cordas do alaúde E irei meus sonhos prantear por ela! Quero eu mesmo de rosa o leito encher-lhe E de amorosos prantos perfumá-la... E a essência dos cânticos divinos No túmulo da virgem derramá-la. Que importa que ela durma descorada E velasse o palor a cor do pejo? Quero a delícia que o amor sonhava Nos lábios dela pressentir num beijo. Desbotada coroa do poeta! Foi ela mesma quem prendeu-te flores! Ungiu-as no sacrário de seu peito Inda virgem do alento dos amores!... Na minha fronte riu de ti, passando, Dos sepulcros o vento peregrino... Irei eu mesmo desfolhar-te agora Da fronte dela no palor divino!... E contudo eu sonhava! e pressuroso Da esperança o licor sorvi sedento! Ai! que tudo passou!... só resta agora O sorriso de um anjo macilento! Ó minha amante, minha doce virgem, Eu não te profanei, tu dormes pura: No sono do mistério, qual na vida, Podes sonhar ainda na ventura. Bem cedo, ao menos, eu serei contigo — Na dor do coração a morte leio... Poderei amanhã, talvez, meus lábios Da irmã dos anjos encostar no seio... E tu, vida que amei! pelos teus vales Com ela sonharei eternamente... Nas noites junto ao mar e no silêncio, Que das notas enchi da lira ardente!... Dorme ali minha paz, minha esperança, Minha sina de amor morreu com ela, E o gênio do poeta, lira eólia Que tremia ao alento da donzela! Qu’esperanças, meu Deus! E o mundo agora Se inunda em tanto sol no céu da tarde! Acorda, coração!... Mas no meu peito Lábio de morte murmurou: — É tarde! É tarde! e quando o peito estremecia Sentir-me abandonado e moribundo!?... É tarde! é tarde! ó ilusões da vida, Morreu com ela da esperança o mundo!... No leito virginal de minha noiva Quero, nas sombras do verão da vida, Prantear os meus únicos amores, Das minhas noites a visão perdida... Quero ali, ao luar, sentir passando Por alta noite a viração marinha, E ouvir, bem junto às flores do sepulcro, Os sonhos de su’alma inocentinha. E quando a mágoa devorar meu peito... E quando eu morra de esperar por ela... Deixai que eu durma ali e que descanse, Na morte ao menos, sobre o seio dela!

Por Álvares de Azevedo

Salmos, SL, 147:14, Estabeleceu a paz em seu território e farta você com o melhor do trigo.

Por Salmos, Antigo Testamento

Enterrei mais coisas nessa vida que um filhote de cachorro Nesse cemitério deserto, uma pausa para respirar. Olho em volta, um sem número de covas abertas, muita lama e poças de chuva, e nenhum guarda para me parar. O fato, amigo, é que enterrei mais coisas nessa vida que um filhote de cachorro. Talvez por herança genética, de velhos lobos hoje tão non sense, mas ainda assim, um filhote histérico, bobo, desesperado e nem por isso inocente. Respiro fundo. Tomo um gole antes de recomeçar e dou uma boa olhada em volta. Sei que o que é morto deve ficar morto, mas é preciso quando enterramos errado, sem partes, ou varremos dormindo e não falecido pra debaixo do tapete, de bruços ou sem pontos finais, sem lápides ou fortes trancas nos caixões. E como em uma gincana de crianças onde achar uma pista leva a outra, cada cova que eu abro me leva exaustivamente a uma diferente que ainda preciso abrir. A garoa fina desce pelo rosto, tomo coragem, ergo a pá com um brinde e vou para a cova seguinte. "-Mais uma rodada?", o barman pergunta. "-Espero que a última...", respondo com os olhos. Pois esse cemitério que carrego precisa dar descanso a esse coveiro cansado de enterrar erros e fraquezas e desculpas e pesos e medos. 01/03/2017

Por Nenê Altro

Ah! O silêncio… tão precioso. Acredito que seja a melhor e mais bela forma de dizer tudo! Afinal quando a voz se cala, os outros sentidos ficam aguçados, os olhos brilham com mais intensidade, as mãos muitas vezes tremulas e o corpo reage de maneira a encantar, pois a sensibilidade se dispersa, os ouvidos acostumados com tantas falas, vozes, sons, se sente calmo e começa a ouvir a voz do coração. O silêncio se torna a maneira mais simples de dizer o quanto as pessoas são especiais. Talvez se anunciássemos nos outdorrs, compuséssemos as mais lindas cançãos, ou dissipasse pelos ventos o que sentimos, mesmo assim não seriamos capazes de expressar tudo que se passa dentro de nós, este silêncio que nos consome, mas me dá clareza que quando não falamos nada é o momento em que dizemos tudo. É neste silêncio que amamos verdadeiramente!

Por Flávia Barros

Lucas, LC, 17:3, <J> - Tenham cuidado. Se o seu irmão pecar, repreenda-o; se ele se arrepender, perdoe-lhe.</J>

Por Lucas, Novo Testamento

"No suave fluir do tempo, meu amor transcende, Permitindo-lhe o voo majestoso nas asas da liberdade. Te amo, e assim, prefiro-te livre, livre para ser, Para respirar ar fresco e descobrir novos horizontes. Pois amar é saber que em seu voo livre estará, E ser amado é ter a certeza de que voltará para mim."

Por João Mar

Jó, JÓ, 27:1, Jó continuou em sua fala, dizendo:

Por Jó, Antigo Testamento

Os loucos progrediram como tudo neste mundo. Agora reflectem e falam como os outros homens. Para distinguir um louco de um espírito são tem de se consultar um especialista.

Por Armando Valdés

Eu vou vigiar você, e você a mim, e nós vamos combater as trevas um pelo outro.

Por C. S. Pacat