Por que você me abandona à poesia Por que você me abandona no vértice da vertigem quando a chuva cai (um Magritte) sobre rosas que desistiram? Por que novamente me perco entre hortênsias, no aclive, mais altas que homens, mais vivas que o Exército de Terracota? Sem você eu caminho no plano, tudo escorre – há um silêncio aturdido uma cota do que morre por dentro daquilo que brota. Sem a sua luz, o que me resta? Palmilhar às cegas um quarto de veludo onde o espelho, mudo, assiste à fuga do que reflete.