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Sorria e se sentia estúpida. Estava começando a cansar de se sentir assim.
Ela pensou que nada o que falasse iria mudar o que tinha acontecido, certo? (...) Era tudo tão surreal e tão bagunçado, que não era fácil de tentar arrumar as coisas assim.
Às vezes, para assumir a regência de nossas vidas, precisamos trocar a partitura.
Naquele momento, não existia mais nada, só um e o outro. Nada mais fazia sentido, como se o mundo fosse apenas aquilo. Ele. Ela.
E estava gostando de falar qualquer coisa, sem se importar com nada. Quem realmente ligava?
Sentimentos são coisas inevitáveis. Ela não tinha como controlar.
Queria que tudo fosse diferente. Que não tivesse mudado quem era antigamente.
Fingiam que não se suportavam na frente de todos no colégio, mas, assim que podiam, namoravam em segredo. Na teoria, era até divertido, dava mais emoção e, a cada encontro, eles estavam se desejando mais, tanto um quanto o outro.
Quem sabe não encontraria alguém que pudesse fingir que era com quem realmente queria estar?
Mas, é ruim estar tão perto de você... e, ao mesmo tempo, tão distante.