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MEU SONETO Meu soneto, soneto que não quisera sequer de amor falar ao meu sentido secura, que num chão tão ressequido tolera, e a inspiração num vazio gera Pudera, o amor é de carregada quimera que na poética o alguém é pressentido permitido, e então, do coração ouvido cantando a satisfação, cada primavera Meu verbo suspira por tal afeto podido querido, para poetar um ardor contido e então, ter o atraente verso no papel E a prosa, paquera, cada sedutor acaso à maneira da paixão, e sem ter o prazo espera, pelo soneto ao sentimento fiel © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 10/08/2021, 19’00” – Araguari, MG
PRAZER Canta o teu olhar intensa cantata E há, no querer desejos seduzido Como que uma harmoniosa sonata Em sensações e prazeres contido Ditoso olhar que minh’alma desata Sentido e paixão no coração partido Vibrando o afeto bom de ser vivido Na satisfação, duma grata serenata Alvor carinhoso de momentos impar De encarar tão meigo e apaixonado Suspirado no profundo do teu olhar Ah! num deliquar duma sede louca Vai-se o arrebatamento no teu beijo Mergulhar o meu amor na tua boca © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14 de agosto de 2021 - Araguari, MG
O sofrimento é o termômetro da nossa existência. Desconfio de pessoas que dizem não sofrer, são amorfas. Sem sofrimento não há vida
SONETO COBIÇOSO Talvez, depois do soneto chorar o passado De tanto malogro, de tanto nublar comigo Eis que ressurge verso tão cheio de abrigo Nunca perdido, sonhado, sempre inspirado É bom conservá-lo sempre ao meu lado Com o cheiro e prazer de desejo antigo Sempre presente e assim transformado Vivo, e como sempre adejante comigo Um verso simples, singular, cotidiano Mas bem alindado na poética a incitar Nada ímpar, basta o sentir humano... De amor, sensação que não se explica Surgi tão vário como vário é o poetar E o soneto cobiçoso só se multiplica! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15/08/2021, 14’58” - Araguari, MG
SOU RÉU DE POESIA Sou réu de poesia! Confesso a minha sina Porém não me penalizo desse ditado fado Sublime, o poetar é também feita contina Jeito tão mais gostoso e tão quão amado Por certo o que nos redime, nos faz alado Arte! A quem quer ter a poética inquilina Eu cedo, e está fortuna, assim, me defina Se eu portar, por acaso, e for um sorteado E nesta ação, tão incrível, embora fique Meu poetizar espalhado em mil pedaços Eu rogo que a inspiração tenha o clique Sou réu de poesia, mas também indefeso Na criação, da geração e dos teus passos Assim mesmo, da prosa quero ser preso! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 22/08/2021, 05’58’ - Araguari, MG
SONETO A MARIA Ó Mãe de candor e esplendor em lume O amparo no rosário a quem lhe desfiar Porque és, Maria, Mãe, afeto implume Razão e fé, do amor que ensina a amar Tua presença é a sede na vida incólume Ouvir o Teu Nome é um santo comungar Quando os Céus a assenta em alto cume De joelhos os teus filhos se põem a rezar És Maria, Bendita Mãe de nós pecadores Bendito fruto entre as mulheres, amém! A bem aventurada, encimada de flores Imaculada, Senhora, excelsa Virgem Maria A constelação que do ceio o bem, provem És a nossa esperança tão cheia de quantia © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 09/08/2021, 18’00” – Araguari, MG
DEIXE ESTAR Se eu pudesse cambiar-te, se eu pudesse Extrair-te de vez do meu repetitivo poetar E a saudade de ter-te desapego eu tivesse No esquecimento, pudesse, ali, te largar... Ah se pudesse! ... se essa paz a mim viesse Em canto ou em prece, me traga este lugar Ao meu tormento, piedade, que seja benesse Deste perdido amor, encantamento, se calar! E, se a poesia insistir neste sofrimento meu Do amor que eu senti um dia, e que foi seu Silêncio. Permita ao amor, se quiser, chorar! E olha, esqueça tudo por qualquer segundo Tudo passa, mas doí tanto, e é bem profundo Mas se é perdido, não esquecido, deixa estar! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 26, agosto, 2021, 11’03’ - Araguari, MG
Paciência é um dom a ser cultivado. Ser paciente não é deixar para depois, mas saber agir na hora e da forma certa. Não é aceitar todas as coisas como elas se apresentam, mas sim entender que nem tudo está ao nosso alcance.
O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que outras gerações fizeram.
Se o individuo é passivo intelectualmente, não conseguirá ser livre moralmente.