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Tá morrendo inocente e outros nem tanto Dentro ou fora da lei é o mesmo pranto É a mesma cor, os mesmos desencantos Eu conheço a dor do gueto e passo no meu canto
Que saudade dos meus amigos E do tempo que não volta E os que tão privados Uma hora o juiz solta Tô sabendo das novidades E eu só queria dar uma volta Pra esquecer tristeza e tô voltando na revolta
Diz que eu sou muita mídia, muito bandida E quando some é porque leva uma vida corrida Que uma mulher como eu não devia tá sozinha E que de todas eu sou a sua melhor conquista
Brincando com o povo de roleta russa Vem a cavalaria e ainda gritamos na feira, capoeira fuja Como ver tanta covardia e não ter a poesia suja Canto a realidade e quem diz que é a política só quer me ver muda