“Endymion O que é belo há de ser eternamente Uma alegria, e há de seguir presente. Não morre; onde quer que a vida breve Nos leve, há de nos dar um sono leve, Cheio de sonhos e de calmo alento. Assim, cabe tecer cada momento Nessa grinalda que nos entretece À terra, apesar da pouca messe De nobres naturezas, das agruras, Das nossas tristes aflições escuras, Das duras dores. Sim, ainda que rara, Alguma forma de beleza aclara As névoas da alma. O sol e a lua estão Luzindo e há sempre uma árvore onde vão Sombrear-se as ovelhas; cravos, cachos De uvas num mundo verde; riachos Que refrescam, e o bálsamo da aragem Que ameniza o calor; musgo, folhagem, Campos, aromas, flores, grãos, sementes, E a grandeza do fim que aos imponentes Mortos pensamos recobrir de glória, E os contos encantados na memória: Fonte sem fim dessa imortal bebida Que vem do céus e alenta a nossa vida.”
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Mais frases e pensamentos de John Keats
Nota: Trecho de "Carta a George e Georgiana Keats"
Nota: Trecho do soneto "Endymion".
Nota: Trecho do soneto "Endymion", traduzido por Augusto de Campos no livro "Byron e Keats: Entreversos" (2009)
Nota: Trecho de "Carta a John Taylor"
Nota: Trecho de "Carta a Benjamin Bailey"
“Oh, se eu ao menos pudesse ter uma vida de sensações em vez de uma vida de pensamentos.”
Nota: Trecho de "Carta a John Taylor" (27/02/1818)
“Não existe nada estável no mundo; tumulto é sua única melodia.”