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Quanto, quanto me queres? — perguntaste Numa voz de lamento diluída; E quando nos meus olhos demoraste A luz dos teus senti a luz da vida. Nas tuas mãos as minhas apertaste; Lá fora da luz do Sol já combalida Era um sorriso aberto num contraste Com a sombra da posse proibida... Beijámo-nos, então, a latejar No infinito e pálido vaivém Dos corpos que se entregam sem pensar... Não perguntes, não sei — não sei dizer: Um grande amor só se avalia bem Depois de se perder.

Por António Botto

A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo.

Por Friedrich Nietzsche

Levítico, LV, 15:33, da mulher em sua menstruação, daquele que tem o fluxo, seja homem ou mulher, e do homem que se deita com mulher impura.

Por Levítico, Antigo Testamento

II Crônicas, 2CR, 26:17, Porém o sacerdote Azarias entrou atrás dele, acompanhado de oitenta sacerdotes do Senhor, homens da maior firmeza.

Por II Crônicas, Antigo Testamento

Não permita que ninguém te chame de minoria se você é negro ou latino ou pertence a algum outro grupo étnico. Você não é menos do que ninguém.

Por Gwendolyn Brooks

Além desse mundo ilusório, existe um mundo original, de total unidade...E se há um momento ideal para romper com o padrão de inconsciência e iniciar a mais profunda transformação este é AQUI, AGORA !

Por Ian Mecler

Os Três Mal-Amados Olho Teresa, vejo-a sentada aqui a meu lado. A poucos centímetros da mim. A poucos centímetros, muitos quilômetros. Por que essa impressão de que precisaria de quilômetros para medir a distância, o afastamento em que a vejo nesse momento? Olho Teresa como se olhasse o retrato de uma antepassada que tivesse vivido em outro século. Ou como se olhasse um vulto em outro continente, através de um telescópio. Vejo-a como se cobrisse a poeira tenuíssima ou o ar quase azul que envolvem as pessoas afastadas de nós muitos anos e léguas. Posso dizer dessa moça a meu lado que é a mesma Teresa que durante todo o dia de hoje, por efeito do gás do sonho, senti pegada a mim? Esta é a mesma Teresa que na noite passada conheci em toda intimidade? Posso dizer que a vi, falhei-le, posso dizer que a tive em toda intimidade? Que intimidade existe maior que a do sonho? A desse sonho que ainda trago em mim como um objeto que me pesasse no bolso? Ainda me parece sentir o mar do sonho que inundou meu quarto. Ainda sinto a onda chegando à minha cama. Ainda me volta o espanto de despertar entre móveis e paredes que eu não compreendia pudessem estar enxutos. E sem nenhum sinal dessa água que o sol secou mas de cujo contacto ainda me sinto friorento e meio úmido (penso agora que seria mais justo, do mar do sonho, dizer que o sol o afugentou, porque os sonhos são como as aves, não apenas porque crescem e vivem no ar) Teresa aqui está, ao alcance de minha mão, de minha conversa. Por que, entretanto, me sinto sem direitos fora daquele mar? Ignorante dos gestos, das palavras? O sonho volta, me envolve novamente. A onda torna a bater em minha cadeira, ameaça chegar até a mesa. Penso que, no meio de toda essa gente de terra, gente que parece ter criado raízes, como um lavrador ou uma colina, sou o único a escutar esse mar. Talvez Teresa... Talvez Teresa... sim, quem me dirá que esse oceano não nos é comum? Posso esperar que esse oceano nos seja comum? Um sonho é uma criação minha, nascida de meu tempo adormecido, ou existe nele uma participação de fora, de todo o universo, de uma geografia, sua história, sua poesia? O arbusto ou a pedra aparecida em qualquer sonho pode ficar indiferente à vida de que está participando? Pode ignorar o mundo que está ajudando a povoar? É possível que sintam essa participação, esses fantasmas, essa Teresa, por exemplo, agora distraída e distante? Há algum sinal que faça compreender termos sido, juntos, peixes de um mesmo mar? Donde me veio a idéia de que Teresa talvez participe de um universo privado, fechado em minha lembrança, desse mundo que através de minha fraqueza eu me compreendi ser o único onde será possível cumprir os atos mais simples, como por exemplo caminhar, beber um copo de água, escrever meu nome, nada, nem mesmo Teresa.

Por João Cabral de Melo Neto

Você tem que ver os milagres para que haja milagres.

Por Jandy Nelson

I Reis, 1RS, 19:5, Deitou-se e dormiu debaixo de um zimbro. E eis que um anjo tocou nele e lhe disse: - Levante-se e coma.

Por I Reis, Antigo Testamento

Os homens jamais encontrarão um antídoto para suas misérias, enquanto, esquecendo-se de seus próprios méritos, diante do fato de que são os únicos a enganar a si próprios, não aprenderem a recorrer à misericórdia gratuita de Deus.

Por João Calvino