Mais frases de Ricardo Pantoja - Eu mesmo!

NA SOLITÁRIA – Ricardo Pantoja Hoje acordei sozinho, No meu cárcere privado Olhei pela janela, e não tinha janela Olhei pela porta, não tinha porta Procurei luz, não tinha luz Aos poucos me acostumei com a vastidão do silêncio Minha pulsação era ensurdecedora O frio tomava conta... Desmaiei! O tempo passou, A barba cresceu Saí da minha contingência Migrei pro meu pranto Via meu corpo morrendo, Via meu corpo lutando, Tentei acordar, não era um sonho Mas acordei, Eu estava completamente sozinho, Até meu espírito me abandonou Até minha pulsação se calou Isso aqui é uma tortura Psicológica e física Perdi pra minha fraqueza Chorei! Morri!

Por Ricardo Pantoja - Eu mesmo

De tudo de mais belo, fica o seu sorriso De tudo de mais triste, fica o seu sorriso Entre tudo que mais quero, fica o seu sorriso E quando olho a cabeceira, fica o seu sorriso E na escuridão dos sonhos, fica o seu sorriso Na lembrança, fica o seu sorriso E no meio do nada, fica o seu sorriso E quando desisto, fica o seu sorriso.

Por Ricardo Pantoja - Eu mesmo

SOLDADO DO POVO – Ricardo Pantoja De forma pacata vou vivendo minha vida, Cantando meus medos, desenhando pesadelos Levando na zombaria. Sou soldado do povo, Assinei minha alforria Li, cresci, vivi Produzi meus dias. Há quem diga que a morte um dia me mataria, Mas vivo minha vida pacata, Sou soldado do povo Minh’alma é destemida. Nem tufões, trovões, maremotos... Nada me amedrontaria Sigo borrando meus sonhos, apagando esperanças Saciando a nostalgia. Sou soldado do povo Sou forte, sou robusto Carrego minhas espadas e meu escudo Sou fiel a minha bíblia Não me entrego a nada possível Tornei-me invencível. Mas há quem diga que a morte um dia me mataria, Não abaixarei minha guarda Mas caso apareça mais um soldado do povo O duelo sem sangue será na poesia. Não só de força se faz um soldado Mas com uma palavra ele muda dias.

Por Ricardo Pantoja - Eu mesmo

SÓ MAIS UM ADEUS – Ricardo Pantoja Apesar de eu não querer que seja dessa forma, O meu coração a mim não pertence Quero me desvincular do que me atormenta Mas não quero deixar de te procurar. Perdi a noção de como eu poderia desatar esse nó Liberta-me desse pesadelo Não quero uma morte lenta, Não quero morrer aos prantos, sufocado de esperanças Não quero que falte “você” nos meus pulmões. Mediante a tudo que vivo, Tenho a ti como meu elixir, Minha essência vital está em suas mãos E não quero mais me repudiar Não quero mais repudiar a felicidade. A morte chegará a todos nós Nosso sangue parará de correr E mediunicamente nos encontraremos novamente, Mas, egocentricamente, talvez Penso que há força para continuar Serei como uma Fênix, Retomarei do instante que me encerra, Entretanto, preciso só de uma coisa: o fim. Nada será como antes, Nada será como foi um dia, Nada será nada, Jamais será esquecido, Mas dói ser lembrado. Preciso, de alguma forma, exceder os meus esforços Preciso, de alguma forma, achar uma solução Zelo pela tua felicidade, Zelo pelo teu bem, Mas, preciso me despedir com hombridade O choro será incontido, Não negarei meus sentimentos, não esconderei minhas lágrimas, Não terei vergonha de dizer que chorei por amor Não temerei em dizer adeus, E o faço nesse momento.

Por Ricardo Pantoja - Eu mesmo

Se de tudo se tirasse proveito, Os livros virariam filmes, O homem seria reciclável, E os conselhos seriam ouvidos. Se para nós tudo que não está no nosso alcance Tanto faz como fez Porque apontamos à Lua, Como se estivéssemos a olhando pela primeira vez?

Por Ricardo Pantoja - Eu mesmo