Mais frases de Carlos Catañeda!

Para que buscar a felicidade sem antes achar a tua paz? Afinal, este é o único jeito de conseguir enchergar e perceber a forma mais fácil de ser feliz que é fazendo o outro feliz!

Por Leandro Melo

[Perguntado como ia sua mulher] Comparada com o que ?

Por Henny Youngman

Um homem sabe que está ficando velho quando seus sonhos eróticos são reprises.

Por Henny Youngman

O dinheiro não traz a felicidade daquele que não o possui.

Por Boris Vian

Sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar. E o dia parece metade quando a gente acorda e esquece de levantar. Ah! e o mundo é perfeito, mas o mundo é perfeito, e o mundo é perfeito...

Por Fernando Anitelli

Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz.

Por Fernando Anitelli

EC - E como aconteceu a montagem do show? FA - A nossa principal idéia era mostrar que não existe palco e platéia, com uma muralha que precisa ser quebrada. Um show é uma oportunidade de pessoas raras se encontrarem, e compartilharem das coisas que acham fazer sentido. E isso tinha de ser montado de alguma maneira. Nosso primeiro show durou três horas e meia. Tinha poesia, festa, ciranda no meio do palco... Uma bagunça organizada. Naturalmente, tinha a ordem das músicas, onde iriam entrar as poesias. Eu ensaiava com metade da trupe em um dia, com outra metade no dia seguinte e tínhamos um ensaio final antes do show. Era uma apresentação longa, mas tudo foi necessário, porque estávamos nos descobrindo e amadurecendo o espetáculo. Depois, ficamos na célula de cada coisa: o que deu certo, os melhores momentos... Com o passar das apresentações, assistindo a vídeos, percebemos onde tem momento de silêncio, onde pode melhorar. Ao longo do tempo, entraram mais informações sobre o Lobo da Estepe , textos meus, teatro, lira, malabares... Agora, queremos usar tecido, juntar realmente tudo isso numa coisa só. O TM se encaixa em qualquer lugar, seja palco, quintal, sala... Conseguimos ocupar o espaço da maneira mais adequada. EC - O figurino é um outro atrativo dos shows. Por que escolher a pintura de palhaço? FA - A escolha do figurino foi motivo de dúvidas para alguns no início. Para que usamos a coisa do palhaço? Porque ele é 100%, um ser muito disposto. Uma coisa que usamos como chavão pra todo mundo: os opostos se distraem, os dispostos se atraem. Até uma simples bicicleta pode ser um pretexto para um palhaço dar show: com apenas quatro pedaladas, ele faz o povo rir, cai, levanta, com disposição de fazer arte sem o compromisso de buscar fórmula que dê certo. Nós queríamos realizar as coisas, falar as poesias, brincar no palco, fazer um circo em que a gente possa brincar de pensar. A trupe virou um círculo de criação, criatividade, uma célula forte por si só... Para isso se realizar ao vivo, não basta tirar as músicas e se apresentar. A trupe acredita no que está fazendo e tem essa disposição permanente.

Por Fernando Anitelli

Fernando Anitelli - "Nunca fiz música sem motivo. Sei o que quero" Fernando Anitelli fala sobre os quatro anos de O Teatro Mágico, mensagem subliminar e grana Por: Fabiana Faria Quem é o Fernando Anitelli, afinal? Existe uma aura de mistério ao seu redor, não?! Bom, tenho 33 anos, sou formado em comunicação social e comecei a fazer teatro muito cedo. Já fiz o Vale Encantando, do Oswaldo Montenegro. Já fui caricaturista de um jornal diário de Osasco, já trabalhei na área de produção visual de um banco, usava crachá de bancário e tudo. Acabei aprendendo no banco a organizar, administrar um negócio. Como foi o início do Teatro Mágico? Foi você quem inventou esse conceito? Eu tinha um trio de música brasileira chamado Madalena 19 que acabou porque cada um tomou seu rumo. Eu acabei indo trabalhar ilegalmente como garçom nos Estados Unidos durante um ano. Lá eu comecei a ler o livro "O lobo da estepe", de um alemão. Tinha uma passagem que dizia que as pessoas têm muitos personagens dentro de si e, ao mesmo tempo, todo mundo está em extinção. Isso tinha tudo a ver com o que eu imaginava para um projeto musical e decidi nomear o CD como "O Teatro Mágico - entrada para raros". Você fez o CD com a grana que ganhou nos Estados Unidos? Eu usei a grana de lá, vendi metade de um apartamento, meu carro e tive ajuda do meu pai. Também juntei uma grana de uns shows que a gente fez. Então você já sabia o que queria a partir da concepção do projeto? Nunca fiz nada para atingir um público específico. Eu vomitei o Teatro Mágico em cima das pessoas e elas aceitaram. Tem famílias que deixam de ir ao zoológico para verem o Teatro Mágico. Isso é ótimo. Você imaginava que fosse fazer tanto sucesso? As coisas foram acontecendo aos poucos, mas eu sempre tive muita organização. Eu sabia que o projeto tinha força para crescer, amadurecer e se manter. É legal porque tudo aconteceu no boca a boca, pela internet e é muito bacana ver que tem um público ansioso pela gente. Mas vocês não fazem propaganda, a música de vocês não toca no rádio... Por que isso? Sobreviver da arte independente no Brasil é uma guerra. Tem que ter humildade e cabeça fria. No rádio, a gente não toca porque tem que pagar jabá (dinheiro em troca da execução das músicas). E, como a gente não é gravadora nem pretende ser, a gente não toca. A gente acaba tendo divulgação melhor em cidades pequenas e em jornais regionais. Os artistas acham que tocar no rádio e na televisão são as únicas formas de ganhar dinheiro e fazer seu trabalho. Mas isso não é verdade. Vocês já tiveram proposta de gravadora? A gente já teve convite de todas as gravadoras multinacionais para comprar o projeto, fazer CD, DVD... Eles oferecem uma Ferrari e você só tem uma bicicleta. Mas, como eu acredito no ET, faço minha bicicleta voar. E o Teatro já dá uma grana? Hoje ele se auto-sustenta. Se você tem um trabalho bem feito e responsável, o dinheiro vem naturalmente. Mas é uma luta constante para não faltar dinheiro e continuarmos levando o projeto. A Veja publicou que vocês ganham 40 mil reais por show. É verdade? Imagina! Tem show que a gente ganha 500 reais. Muito pouco. Alguns músicos ainda tocam em projetos paralelos para completar a renda. E o que acha da internet? A internet é uma ferramenta poderosa. Eu disponibilizo tudo de graça mesmo, esse processo de comunicação novo é sensacional. O nosso objetivo é tocar em Marte, se for possível e só a internet pra divulgar o nosso trabalho tão bem. Você lembra que existiam as fitas cassete e todo mundo gravava música pra todo mundo? Era a mesma coisa, mas em uma mídia diferente. O You Tube acabou com a MTV. Nós temos mais de 1700 vídeos publicados lá, mas só fizemos dois. É muito louco isso. As gravadoras querem pegar nosso dinheiro e a internet, não... Assistindo ao show de vocês, tive a impressão de que os fãs idolatram a trupe toda, especialmente você. As meninas gritam histericamente... Eu acho um absurdo isso. Meu cabelo está caindo e eu sou a cara do palhaço Bozo! Mas, então, de onde você acha que vêm essa paixão toda dos fãs? De alguma maneira, o projeto tocou cada pessoa que gosta da gente. Eles sabem que o nosso som não está sendo empurrado goela abaixo como é feito com a música do rádio. É um projeto de verdade, em que eles podem mostrar sua arte, discutir o assunto de verdade. Tem gente que faz tatuagem das letras, dos personagens... Eu não acho que isso seja tanta loucura. Se eu fosse um adolescente descobrindo Secos e Molhados, por exemplo, eu também faria o mesmo. Por que você citou Secos e Molhados? Você se compara a eles? É uma referência e uma comparação, sim. Sempre gostei do Ney Matogrosso, ele tem uma coisa meio menestrel. Meu pai diz que eu danço como ele. Algumas pessoas comentaram comigo que acham que as músicas de vocês têm mensagem subliminar (mensagens não captadas conscientemente pelos sentidos humanos) para meio que hipnotizar as pessoas. E aí, tem ou não tem? Olha, eu nunca fiz música aleatoriamente. A mensagem que a gente passa é a da arte livre, independente. Mas tem uma porção de mensagens em várias músicas. Se você escutar com fone de ouvido, vai ver que tem sons acontecendo do lado direito e esquerdo do fone. Se você escutar em disco e rodar ao contrário, vai escutar vozes do meu avô. Na música Separo, tem um riff de guitarra no final. Quando a gente estava gravando, na hora do riff, entrou a freqüência de um rádio e acabou gravando a voz de um cara falando "uma lembrança que você vai ter". Nós deixamos. Essas coisas não são coincidências, são providências. Tudo o que é subliminar, soma.

Por Fernando Anitelli

Eu não sei na verdade quem eu sou já tentei calcular o meu valor Mas sempre encontro um sorriso e o meu paraíso é onde estou Por que a gente é desse jeito? criando conceito pra tudo que restou Meninas... são bruxas e fadas Palhaço é um homem todo pintado de piadas Céu azul é o telhado do mundo inteiro Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro Eu não sei na verdade quem eu sou Já tentei calcular o meu valor Mas sempre encontro um sorriso... e o meu paraíso é onde estou Eu não sei... na verdade quem eu sou Perguntar... da onde veio a vida por onde entrei... deve haver uma saída e tudo fica sustentado... pela fé Na verdade ninguém... sabe o que é Velhinhos são crianças nascidas faz tempo com água e farinha colo figurinha e foto em documento Escola! É onde a gente aprende palavrão... Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração Eu não sei na verdade quem eu sou Já tentei calcular o meu valor Mas sempre encontro sorriso... e o meu paraíso é onde estou Eu não sei... na verdade quem eu sou Percebi que a cada minuto Tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto Tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença Tem gente trepando no escuro, tem gente sentido ausência Meninas... são bruxas e fadas Palhaço é um homem todo pintado de piadas Céu azul é o telhado do mundo inteiro Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro.

Por Fernando Anitelli

Sintaxe À Vontade Sem horas e sem dores Respeitável público pagão a partir de sempre toda cura pertence a nós toda resposta e dúvida todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser todo verbo é livre para ser direto e indireto nenhum predicado será prejudicado nem tampouco a vírgula, nem a crase nem a frase e ponto final! afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas e estar entre vírgulas pode ser aposto e eu aposto o oposto que vou cativar a todos sendo apenas um sujeito simples um sujeito e sua oração sua pressa e sua verdade,sua fé que a regência da paz sirva a todos nós... cegos ou não que enxerguemos o fato de termos acessórios para nossa oração separados ou adjuntos, nominais ou não façamos parte do contexto da crônica e de todas as capas de edição especial sejamos também o anúncio da contra-capa mas ser a capa e ser contra-capa é a beleza da contradição é negar a si mesmo e negar a si mesmo pode ser também encontrar-se com Deus com o teu Deus Sem horas e sem dores Que nesse encontro que acontece agora cada um possa se encontrar no outro até porque... tem horas que a gente se pergunta... por que é que não se junta tudo numa coisa só?

Por Fernando Anitelli