Mais frases de Giuseppe Lampedusa!

O espírito crítico é essencial. O questionamento é correto, mas nós fomos treinados para não questionar, para não criticar, fomos cuidadosamente treinados para nos opormos. Por exemplo, se eu disser algo que não vão gostar – como o farei, espero – naturalmente começarão a opor-se, porque a oposição é mais fácil do que descobrir se o que digo tem algum valor. Se descobrirem que o que eu digo tem valor, então há ação, e por isso terão que alterar toda a vossa atitude perante a vida. Por esse motivo, como não estamos preparados para fazer isso, criamos uma hábil técnica de oposição. Isto é, se não gostarem de qualquer coisa que estou a dizer, apresentam todos os vossos preconceitos profundamente enraizados e obstruem-na, e se eu estiver a dizer algo que os possa magoar, ou que os possa aborrecer emocionalmente, refugiam-se nestes preconceitos, nestas tradições, neste pano de fundo; e reagem a partir desse pano de fundo, e a essa reação chamam crítica. Para mim não é espírito crítico. É apenas oposição habilidosa, que não tem valor.

Por Jiddu Krishnamurti

O autoconhecimento é o começo da Sabedoria, portanto, o começo da transformação da regeneração. Temos a intenção de alcançarmos essa Compreensão? Temos que questionar a vida, o total processo da existência, o verdadeiro significado da vida, para não nos tornarmos medíocres... Nos abarrotamos de notícias de segunda mão, conhecimentos efêmeros, rasos, intelectualismos.

Por Jiddu Krishnamurti

A vida é a imortalidade do amor. No amor não existe tu nem eu.

Por Jiddu Krishnamurti

Canção de Primavera Eu, dar flor, já não dou. Mas vós, ó flores, Pois que Maio chegou, Revesti-o de clâmides de cores! Que eu, dar, flor, já não dou. Eu, cantar, já não canto. Mas vós, aves, Acordai desse azul, calado há tanto, As infinitas naves! Que eu, cantar, já não canto. Eu, Invernos e Outonos recalcados Regelaram meu ser neste arrepio… Aquece tu, ó sol, jardins e prados! Que eu, é de mim o frio. Eu, Maio, já não tenho. Mas tu, Maio, Vem com tua paixão, Prostrar a terra em cálido desmaio! Que eu, ter Maio, já não. Que eu, dar flor, já não dou; cantar, não canto; Ter sol, não tenho; e amar… Mas, se não amo, Como é que, Maio em flor, te chamo tanto, E não por mim assim te chamo?

Por José Régio

Me ardem no sangue, me comem Todos os velhos terrores, Superstições,lutas, dores E os sonhos todos do homem!

Por José Régio

Mas também eu vim caindo, Do trono que tinha outrora, Ao desespero de agora Deste meu fim nunca findo.

Por José Régio

E aquele senhor poeta Que anda bêbado na rua, (...) Contenta-se com tão pouco Porque diz, bêbado e rouco Que os seus poemas de louco Poderão salvar o mundo!

Por José Régio

Uma só vez nesta vida, Quisera, em metro e medida, Dizer a velha ferida Que me queima, devagar!

Por José Régio

De tal maneira me tinham Ao fugir-me A mim, que tanto esperava Ser fiel E forte E firme, Que não era mais que morte A vida então vivida Auto- cadáver...

Por José Régio

Não há nada como o poder para realçar nossas fraquezas.

Por József Eotvos