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II Coríntios, 2CO, 9:14, enquanto eles oram por vocês, com grande afeto, por causa da extraordinária graça de Deus que foi dada a vocês.
Por II Coríntios, Novo TestamentoEu amo seus olhos tão negros, tão puros, De vivo fulgor; Seus olhos que exprimem tão doce harmonia, Que falam de amores com tanta poesia, Com tanto pudor.
Por Gonçalves DiasJá temi correr o risco De morrer de velho Sem ter vivido o bastante, Mas entendi que a vida Não é depois nem foi antes. A vida não dura pra sempre, é durante.
Por Allan Dias CastroAndrea Doria Às vezes parecia Que, de tanto acreditar Em tudo que achávamos tão certo Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais Faríamos floresta do deserto E diamantes de pedaços de vidro Mas percebo agora Que o teu sorriso Vem diferente Quase parecendo te ferir Não queria te ver assim Quero a tua força como era antes. O que tens é só teu E de nada vale fugir E não sentir mais nada Às vezes parecia Que era só improvisar E o mundo então seria um livro aberto Até chegar o dia em que tentamos ter demais Vendendo fácil o que não tinha preço Eu sei, é tudo sem sentido Quero ter alguém com quem conversar Alguém que depois Não use o que eu disse Contra mim Nada mais vai me ferir É que já me acostumei Com a estrada errada que eu segui E com a minha própria lei Tenho o que ficou E tenho sorte até demais Como eu sei que tens também.
Por Legião UrbanaÉ tanta coisa que acontece Sempre sem explicação Uma amizade atormentada Ou amores de verão É tanto fato que se arrasta Sempre sem saber por que Uma paixão inacabada Ou romances de TV
Por Italo Azevedo"Toco a tua boca, com um dedo toco o contorno do tua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a tua boca se entreabrisse e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha não escolheu e te desenha no rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade eleita por mim para desenhá-la com minha mão em teu rosto e que por um acaso, que não procuro compreender, coincide exatamente com a tua boca que sorri debaixo daquela que a minha mão te desenha. Me olhas, de perto me olhas, cada vez mais de perto e, então, brincamos de cíclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam entre si, sobrepõem-se e os cíclopes se olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio. Então, as minhas mãos procuram afogar-se nos teus cabelos, acariciar lentamente a profundidade do teu cabelo enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de frangância obscura. E, se nos mordemos, a dor é doce, e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta, e eu te sinto tremular contra mim, como um lua na água."
Por Julio Cortázar