Ler é existir na história.
Ver outros textos deste Autor...
Algumas pessoas passam a vida inteira sem conseguir tomar muitas decisões, sem querer se comprometer, sempre com medo das consequências de tentar algo novo. É claro que essa própria postura é, em si, uma decisão. Sempre chegamos a algum lugar, por resultado do nosso esforço ou pela falta dele. Contudo, fazer algo novo é muito difícil.
Acreditava que havia um livro perfeito para cada pessoa. Pena que isso não valia para todas as outras coisas da vida.
Dentro de cada ser humano havia um universo tão vasto quanto o universo à sua volta. Para Nina, livros – e, às vezes, música – eram a melhor forma de cobrir essa distância, de ligar o universo interno e externo; palavras agindo como um mero duto entre os dois mundos.
O problema das coisas boas é que, muitas vezes, elas se disfarçam de coisas horríveis. Imagine como seria ótimo se, ao passar por uma situação difícil, sempre houvesse alguém que cutucasse seu ombro e dissesse: “não se preocupe, vai valer a pena. Agora tudo parece uma droga, mas prometo que as coisas vão se resolver no fim.”
Porque a vida é assim, não é mesmo? Se pensarmos em cada pormenor que pode influenciar nosso caminho de mil maneiras, umas boas e outras ruins, nunca mais faremos nada.