Mais frases de Joanne Harris!

O VINHO Oh Deus que milagre é este do vinho! Que no exagero leva ao descaminho. Que seu filho chamou de sangue no cálice, Quando a confraternização foi o ápice. A festa começará na colheita da uva Feita em dia de sol sem ameaça de chuva. Os balseiros serão cheios para o esmagamento A tradição usa os pés como instrumento. O suco irá encontrar o fermento E a fermentação terá o seu momento. Etapa tumultuosa e etapa lenta, É a dança da mudança que é violenta. Entra suco e sai um vinho novo totalmente sujo, Coagem e o vinho será tomado só pelo bêbado marujo, Mas depois que o vinho passa por um período de descanso Ai ele esta pronto para ser apreciado de modo manso. Tem deus para o vinho para o povo grego e romano; Baco e Dionísio deuses com hábitos tão de humano. O vinho é sagrado para algumas religiões, Também é a bebida que desperta as paixões. Mas nunca esqueça beba com moderação, Pois ninguém é obrigado a aguentar beberão. Sem contar que bêbedo sempre faz coisas sem noção, Ai não adianta pedir a Deus o seu perdão. André Zanarella 12-08-2012 Balseiro =. Dorna ou balsa grande em que se pisam as uvas. = O que dirige a balsa ou jangada. http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4406627

Por André Zanarella

Alma Não Tem Cor Alma não tem cor Porque eu sou branco? Alma não tem cor Porque eu sou negro? Branquinho Neguinho Branco negão Percebam que a alma não tem cor Ela é colorida Ela é multicolor Azul amarelo Verde verdinho marrom

Por André Abujamra

Você diz que não vai à igreja porque está cheio de hipócritas lá? Eu digo que você está certo, mas venha assim mesmo, temos espaço para mais um.

Por Fulton Sheen

Uma eleição é feita para corrigir o erro da eleição anterior, mesmo que o agrave.

Por Carlos Drummond de Andrade

⁠Não digas mal de ninguém, Que é de ti que dizes mal. Quando dizes mal de alguém Tudo no mundo é igual.

Por Álvaro de Campos

⁠Somente mulheres, crianças e cachorros são amados incondicionalmente, Um homem só é amado enquanto ele pode prover alguma coisa.

Por Chris Rock

PASSAGEM DAS HORAS Trago dentro do meu coração, Como num cofre que se não pode fechar de cheio, Todos os lugares onde estive, Todos os portos a que cheguei, Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias, Ou de tombadilhos, sonhando, E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero. A entrada de Singapura, manhã subindo, cor verde, O coral das Maldivas em passagem cálida, Macau à uma hora da noite... Acordo de repente... Yat-lô--ô-ôôô-ô-ô-ô-ô-ô-ô...Ghi-... E aquilo soa-me do fundo de uma outra realidade... A estatura norte-africana quase de Zanzibar ao sol... Dar-es-Salaam (a saída é difícil)... Majunga, Nossi-Bé, verduras de Madagascar... Tempestades em torno ao Guardafui... E o Cabo da Boa Esperança nítido ao sol da madrugada... E a Cidade do Cabo com a Montanha da Mesa ao fundo... Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei... Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos... Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti, Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco, e eu infeliz. A certos momentos do dia recordo tudo isto e apavoro-me, Penso em que é que me ficará desta vida aos bocados, deste auge, Desta entrada às curvas, deste automóvel à beira da estrada, deste aviso, Desta turbulência tranqüila de sensações desencontradas, Desta transfusão, desta insubsistência, desta convergência iriada, Deste desassossego no fundo de todos os cálices, Desta angústia no fundo de todos os prazeres, Desta sociedade antecipada na asa de todas as chávenas, Deste jogo de cartas fastiento entre o Cabo da Boa Esperança e as Canárias. Não sei se a vida é pouco ou demais para mim. Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei Se me falta escrúpulo espiritual, ponto-de-apoio na inteligência, Consangüinidade com o mistério das coisas, choque Aos contatos, sangue sob golpes, estremeção aos ruídos, Ou se há outra significação para isto mais cômoda e feliz. Seja o que for, era melhor não ter nascido, Porque, de tão interessante que é a todos os momentos, A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger, A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas, E ir ser selvagem para a morte entre árvores e esquecimentos, Entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs, E tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso, Com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida. Cruzo os braços sobre a mesa, ponho a cabeça sobre os braços, É preciso querer chorar, mas não sei ir buscar as lágrimas... Por mais que me esforce por ter uma grande pena de mim, não choro, Tenho a alma rachada sob o indicador curvo que lhe toca... Que há de ser de mim? Que há de ser de mim? (...)

Por Álvaro de Campos

Quero desnudar a minha alma. Não quero uma alma vestida de ceroulas.

Por Eduardo Mascarenhas

⁠Amar alguém em infinito é amar além da matéria.

Por Jonasclea Cavalcante

A diferença fundamental entre um homem adormecido e um homem desperto, é que o desperto vê em tudo na vida uma oportunidade de aprendizagem, enquanto que o adormecido encara tudo ou como uma benção ou como uma maldição.

Por Gurdjieff