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Salmos, SL, 92:1, Bom é render graças ao Senhor e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo,
Por Salmos, Antigo TestamentoEsqueça Ultimamente não tenho tido paciênca para televisão, não tenho tido sono durante a noite, não tenho visto meus amigos e tenho tido apatia por tudo aquilo que é legal. Alugo filmes, mas não os vejo até o final. Abro a geladeira só por tédio. Minhas unhas estão descascadas há semanas e meu quarto desarrumado. Meu celular está sem bateria há dias. Carregá-lo não faz parte dos meus planos. Ultimamente não tenho tido tempo para nada. Ultimamente não tenho feito nada. Dei férias para os meus deveres, dei férias para os meus prazeres. Meus pensamentos estão bem longe... Mas se sentir minha falta, esqueça.
Por Bruna VieiraA Abelha A abelha que, voando, freme sobre A colorida flor, e pousa, quase Sem diferença dela À vista que não olha, Não mudou desde Cecrops. Só quem vive Uma vida com ser que se conhece Envelhece, distinto Da espécie de que vive. Ela é a mesma que outra que não ela. Só nós — ó tempo, ó alma, ó vida, ó morte! — Mortalmente compramos Ter mais vida que a vida.
Por Ricardo ReisEu sou o reflexo de mim mesmo... Fragmentos de sonhos... Um espelho quebrado... O que fui, o que não fui, tudo isso sou... Um mosaico de erros e acertos, em movimento... A vida me moldou, com mãos de vento... E eu me dei conta, de que sou frágil e flexível... Aceito as curvas, os altos e baixos... E aprendo a dançar, com os pés descalços... No alento da existência, eu me encontro... Alma flutuante, entre engano e desengano... Mas ainda assim, eu sinto, Que há uma luz, que me guia e me sustenta... A rir, desnudo de sonhos não realizados... No cais de onde nunca parto... Sandro Paschoal Nogueira
Por Sandro Paschoal NogueiraA minha poesia é assim como uma vida que vagueia pelo mundo, por todos os caminhos do mundo, desencontrados como os ponteiros de um relógio velho, que ora tem um mar de espuma, calmo, como o luar num jardim nocturno, ora um deserto que o simum veio modificar, ora a miragem de se estar perto do oásis, ora os pés cansados, sem forças para além. Que ninguém me peça esse andar certo de quem sabe o rumo e a hora de o atingir, a tranquilidade de quem tem na mão o profetizado de que a tempestade não lhe abalará o palácio, a doçura de quem nada tem a regatear, o clamor dos que nasceram com o sangue a crepitar. Na minha vida nem sempre a bússola se atrai ao mesmo norte. Que ninguém me peça nada. Nada. Deixai-me com o meu dia que nem sempre é dia, com a minha noite que nem sempre é noite como a alma quer. Não sei caminhos de cor.
Por Fernando Namora