Mais frases de Galinha Pintadinha!

Despreza os prazeres: é prejudicial o prazer comparado ao preço da dor.

Por Horácio

Os pintores e os poetas sempre gozaram da mesma forma do poder de ousarem o que quisessem.

Por Horácio

As palavras... Muitas que hoje desapareceram irão renascer, muitas, agora cheias de prestígio, cairão, se assim o quiser o uso.

Por Horácio

II Crônicas, 2CR, 12:10, Em lugar destes, o rei Roboão fez escudos de bronze e os entregou nas mãos dos capitães da guarda, que guardavam o portão do palácio real.

Por II Crônicas, Antigo Testamento

Quem é é, quem não é nunca vai ser!

Por Champignon

Se te é indiferente matar uma criança ou uma mosca, podes dizer com verdade que estão mortos todos os valores. Mas nesse caso e em coerência com essa verdade, deve ser-te indiferente continuares livre ou seres preso. Ou enforcado.

Por Vergílio Ferreira

A ociosidade é a estupidez do corpo e a estupidez é a ociosidade da mente.

Por Johann G. Seume

Passou o outono já, já torna o frio... - Outono de seu riso magoado. Álgido inverno! Oblíquo o sol, gelado... - O sol, e as águas límpidas do rio. Águas claras do rio! Águas do rio, Fugindo sob o meu olhar cansado, Para onde me levais meu vão cuidado? Aonde vais, meu coração vazio? Ficai, cabelos dela, flutuando, E, debaixo das águas fugidias, Os seus olhos abertos e cismando... Onde ides a correr, melancolias? - E, refratadas, longamente ondeando, As suas mãos translúcidas e frias...

Por Camilo Pessanha

O meu coração desce, Um balão apagado... Melhor fora que ardesse, Nas trevas, incendiado. Na bruma fastidienta. Como um caixão à cova... Porque antes não rebenta De dor violenta e nova?! Que apego ainda o sustém? Átomo miserando... Se o esmagasse o trem Dum comboio arquejando!... O inane, vil despojo Da alma egoísta e fraca! Trouxesse-o o mar de rojo, Levasse-o a ressaca.

Por Camilo Pessanha

Chorai arcadas Do violoncelo! Convulsionadas, Pontes aladas De pesadelo... De que esvoaçam, Brancos, os arcos... Por baixo passam, Se despedaçam, No rio, os barcos. Fundas, soluçam Caudais de choro... Que ruínas, (ouçam)! Se se debruçam, Que sorvedouro!... Trêmulos astros, Soidões lacustres... Lemes e mastros... E os alabastros Dos balaústres! Urnas quebradas! Blocos de gelo... Chorai arcadas, Despedaçadas, Do violoncelo.

Por Camilo Pessanha