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em tempos de paz escrevo guerra em tempos de guerra escrevo desejo
tem uns poetas que são grandes grandes poetas enormes enormíssimos, li outro dia eu quero ser pequena minúscula nanopoeta
e por nunca acertar o ponto de corte do abacate. é sempre um madurou, não madurou, madurou, não madurou, o caroço ainda não balança, vai ficando meio mole, bate um medo de estragar e fica um gosto de cica na boca.
fosse as contas, contratos, horários fosse o abuso, a flacidez, as jornadas contra a menina na janela que conta os carros do pátio tenta adivinhar seus donos, marcas, destinos ela respira o nublado do apartamento no primeiro andar seu pulmão neblina ela sabe que o tempo condensa trajetos precipita