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Mas em que lago negro, em que floresta profunda ela foi pescar esses contos cruéis onde os bons morrem no final, mas não antes terem salvado o mundo?
A solidão agia como uma droga da qual ela não sabia se queria abdicar.
Nós só seremos felizes (...) quando não precisarmos mais uns dos outros. Quando pudermos viver uma vida para nós mesmos, uma vida que nos pertença, que não tenha a ver com os outros. Quando formos livres.
Ela bebe, e o desconforto de viver, a timidez de respirar, todo esse sofrimento derrete nos copos que beberica com a ponta dos lábios.
Minha babá é uma fada. (...) Ela deve ter poderes mágicos, só assim para ter transformado esse apartamento abafado, exíguo, em um lugar calmo e claro. (...) Ela fez a luz entrar.
Ela parece imperturbável. Tem o olhar de uma mulher que pode compreender e perdoar tudo. Seu rosto é como um mar calmo, de cujos abismos ninguém poderia suspeitar.