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Mais frases e pensamentos de Jefferson Moraes

“Gaveta Qual fim levou as lembranças que em ti deixei? Talvez jogaste-as na primeira gaveta E trancando-as com duas voltas e meia Vislumbrastes esquecer-me por escassez... Seja sincera, achastes mesmo, desta vez Que expulsar-me-ia desse teu coração? Tire-me da gaveta e guarde a solidão Porque ela sim merece o esquecimento!... E pra nós dois, que tal o renovamento De tudo isso que ainda será recordação (Jefferson Moraes) Olinda, Pernambuco 26/08/2014”

“Soneto ao meu sono Eita, cansaço pra gostar de mim Me puxou em um grande abraço Sussurrou-me como um carrasco: "- Se acostume, vim morar aqui!" Eu não havia dado muita atenção Até quando eu vi o sono chegando E como uma faca ele veio cortando Cada pedaço de minha disposição Enquanto eu sangrava preguiça Fui lembrando que na minha vida O café foi feito pra atrasar o fim Na xícara, tentei ligar pra a insônia Só que ela já tava era na sua cama Assim como eu, querendo dormir”

“Rio Doce / Princesa Isabel (Sem estética) Diante tanta formosura Quase fui atropelado, Abestalhei-me com o Palácio Enquanto atravessava a rua; Tive que voltar pra casa Quando a noite se anunciou, Dei com a mão, driblei camelô, Subi, paguei, fui numa lata No caminho da regressão Passei pelo o cais Santa Rita, Ali, faltava era gente bonita E um tanto de organização; Quase esquecia! Um pouco antes Passou o Forte das Cinco Pontas E uma curva que deixava tonta A cabeça de qualquer pensante; Em um retorno meio horizontal, Eu vi o Capibaribe e o antigo Confesso que um pouco aflito Por me despedir do cartão-postal; Passei pela Cabugá Em um dia de sorte O acelerador ia tão forte, Nem semáforo podia parar; Após deixar o Espaço Ciência Varie o varadouro numa curva, Entrei em Olinda debaixo de chuva, Tinha a mesma alegria e essência Achei que tinha vindo me encantar A chuva escorrendo seu corpo gelado Descendo no embaraço da janela ao lado, Mas por causa dela, não vi a orla passar Entristecido, resolvi me entregar a chuvarada Quando puxei a corda que me fazia zarpar Percebi o que o destino queria me mostrar De uma forma simples e bem clara Que tarde ou cedo, a tempestade se vai Que é só o vidro que fica molhado Cabe acreditar que do outro lado Está a paz, onde só o descaso cai Pensei, segui invertendo Voltei pela a praia a pé, Devagarinho subi a sé, E lá, descansei sereno.”