Não tente me convencer de que não estou sofrendo.
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Teve a prova, não a simples impressão, de que o amor era, efetivamente, a força alquímica mais extraordinária, a única capaz de transformar a pobreza do mundo num luxo sublime.
Todos os dias há algo de que se despedir para sempre.
As palavras de amor que suspiravam entre beijos, quase inaudíveis, longe de aludir a um distanciamento fatal da vida cotidiana, pareciam antes celebrar o fim de uma tortura atroz, a suspensão de uma pena que os tinha mantido separados por uma eternidade.
Ninguém se separa. As pessoas se abandonam. Essa é a verdade, a verdade verdadeira. O amor pode até ser recíproco, mas o fim do amor não, nunca.